UOL Notícias Cotidiano
 

01/07/2009 - 07h00

Buscas ao Airbus 330 foram "a maior e mais complexa" operação de resgate do Brasil

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A busca aos passageiros, aos tripulantes e à fuselagem do Airbus 330 da Air France 447 foi considerada pelos comandos da Marinha e da Aeronáutica "a maior e mais complexa operação" de resgate já realizada pelas forças armadas brasileiras. Segundo nota oficial, o trabalho em mar, encerrado no dia 26/06, é inédito por sua duração e pelo grande número de pessoas empregadas.

Foram 26 dias de buscas e mais de 1.600 militares da Marinha e da Força Aérea empregados na operação, que percorreu aproximadamente 350 mil quilômetros quadrados. Mais de 600 partes da fuselagem e 51 corpos foram resgatados.

Também foram utilizadas 12 aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), que voaram juntas 1.500 horas, e 11 navios da Marinha, que totalizaram cerca de 35 mil milhas navegadas, o equivalente a oito vezes a extensão da costa brasileira. Só o avião R-99 percorreu uma área de 2 milhões de quilômetros fazendo uma busca eletrônica.

Aviões da França, dos Estados Unidos e da Espanha ajudaram no resgate. Dois mini-submarinos franceses capazes de realizar buscas em grandes profundidades foram enviados à região do acidente.

As buscas pelas caixas-pretas seguem no local do acidente, sob responsabilidade da França. O prazo para elas emitirem sinais terminaria na terça (30). Na opinião do especialista em segurança de voo Roberto Peterka, as caixas-pretas ainda estão no fundo do mar junto com parte da fuselagem que não foi recuperada. "Provavelmente junto com uma parte do avião que não se quebrou, porque não recuperaram bancos, por exemplo", diz.

De qualquer maneira, ressalta ele, grande parte do avião já foi recuperada e essa estrutura dará respostas que ajudarão a melhorar a manutenção das aeronaves e a prevenção dos acidentes, além de revelar muitos dos fatores que contribuíram para a queda.

O especialista explica ainda que a caixa-preta é feita para ser indestrutível quando cai em terra. "E, se ela boiasse, estaria muito longe dos destroços, dificultando as buscas", ponderou.

A FAB explicou que as buscas foram encerradas porque nos últimos dias não foram avistados corpos ou despojos. Mais 177 corpos permanecem desaparecidos. Os custos da operação, no entanto, ainda não foram divulgados.

A investigação sobre o acidente é de responsabilidade do Bureau D´Enquêtes et D´Analises Pour la Securité de I´Aviation Civile (BEA), na França, com o apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

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