UOL Notícias Cotidiano
 

21/08/2009 - 18h36

Família de vítima do voo 447 processa Air France por falta de dados

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
O advogado da família de uma comissária de bordo francesa que morreu no acidente do voo AF 447 afirmou nesta sexta-feira (21) que está processando a companhia aérea Air France. O avião caiu no oceano Atlântico no último dia 1º de junho com 228 pessoas a bordo enquanto fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.

Os familiares exigem que a empresa divulgue informações sobre as causas da tragédia. O advogado da família de Clara Amado informou que entrou com um ação cível contra a empresa francesa.

A família questiona se os sensores de velocidade do avião são os responsáveis pela tragédia. Os investigadores acreditam que os sensores podem ter contribuído para o acidente. Companhias por todo o mundo ordenaram a substituição do componente de suas aeronaves. A Air France não quis comentar o caso.

Ontem, investigadores franceses informaram que abandonaram as buscas pelas caixas-pretas do voo 447 do Airbus 330. O Escritório de Investigações e Análises para a Aviação Civil (BEA), agência francesa que investiga o acidente, informou em comunicado que o navio que liderava as buscas pelas caixas-pretas deixou o local.

"As buscas não permitiram localizar os destroços do avião", informou o BEA, em comunicado, no qual indicou que, "ao longo das próximas semanas, reunirá uma equipe internacional de investigadores e especialistas para analisar os dados recolhidos".

Das 228 vítimas, apenas o corpo de 50 foram encontrados no oceano, sendo que 20 eram brasileiros (12 homens e oito mulheres) e os outros 30 eram estrangeiros, sendo 13 homens e 17 mulheres. Todos foram identificados pelo IML (Instituto Médico Legal), em Pernambuco.

A pedido das famílias, os nomes dos ocupantes do avião não foram revelados. As nacionalidades dos estrangeiros reconhecidos também não foram informadas.

As buscas pelas vítimas da tragédia foram encerradas no dia 26 de junho. As causas do acidente, que estão sendo investigadas pela França, ainda não foram esclarecidas. Um relatório preliminar, divulgado no começo de julho, afirmou que a aeronave não foi destruída no ar, mas quando caiu no oceano Atlântico.

"O avião parece ter impactado a superfície da água em linha de voo, com forte aceleração vertical", afirmou Alain Bouillard, investigador-chefe da agência reguladora francesa BEA

* Com informações das agências Estado e Efe

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