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14/04/2005 - 12h27
Prisão de jogador argentino: secretário da Segurança de SP estava assistindo ao jogo e acionou delegado

Diogo Pinheiro
Da Redação


O zagueiro argentino Leandro Desábato, do Quilmes, time que jogou ontem à noite no estádio do Morumbi contra o São Paulo, está preso desde o início da madrugada de hoje no 34º Distrito Policial de São Paulo, acusado de ter feito ofensas racistas ao atacante Grafite, do São Paulo, durante o jogo.

Desábato foi enquadrado por "injúria com agravante de preconceito racial", por ter chamado o jogador Grafite de "negro". A lei brasileira prevê pena de 1 a 3 anos de prisão para o crime. A Justiça poderá estabelecer uma fiança _se ele tivesse sido enquadrado pelo crime de racismo, o jogador não teria direito a fiança. A fiança pode ser de entre R$ 300 e R$ 10 mil.

Segundo o delegado seccional de polícia Dejar Gomes Neto, o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, estava assistino ao jogo entre São Paulo e Quilmes pela TV. Grafite foi expulso pelo árbitro da partida por agredir o zagueiro argentino com um tapa no rosto, após ter sido ofendido pelo jogador adversário.

Depois disso, o secretário da Segurança ligou ao delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antonio Desgualdo, pedindo que ele acionasse o delegado da região do Morumbi para perguntar a Grafite se ele queria oficializar queixa contra o jogador argentino. O delegado Osvaldo Gonçalves foi acionado, Grafite aceitou fazer a denúncia (disse que se sentiu "ofendido" com o que disse o argentino) e, ao final do jogo, o delegado deu voz de prisão a Desábato.

O zagueiro argentino está numa cela sozinho (a cadeia do 34º DP está desativada). Pela manhã, foi visitado na cela pelo massagista do Quilmes, que lhe levou mate e um cobertor. Dois dirigentes do clube estão na delegacia acompanhando o caso. Um advogado está preparando a defesa para tentar liberar o jogador. Caso a defesa não seja aceita, o jogador pode ser transferido ainda hoje para um Centro de Detenção Provisória.

Em seu depoimento, o zagueiro disse que "na Argentina, é normal isso acontecer durante jogos e isso não é crime".

O coordenador de Defesa dos Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Hédio Silva Júnior, disse que a OAB vai "atuar para que a punição contra o jogador argentino seja exemplar, para o Brasil dar exemplo ao futebol mundial". Ele acredita que nesse caso não deve haver nenhuma interferência diplomática.

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