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11/08/2006 - 19h33
PF prende 30 por fraudes em licitação de alimentos; saiba mais sobre a "Operação Saúva"

Veja a entrevista em vídeo

da Redação

A Polícia Federal, em parceria com a Receita, o Exército e o Ministério Público Federal, iniciou a Operação Saúva para desmontar um esquema de fraude em licitações públicas.

Quatro grandes grupos empresariais de distribuição de gêneros alimentícios roubavam dinheiro público junto com servidores civis e militares. Em um ano de investigação, a quadrilha teria fraudado licitações do Exército Brasileiro, da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no Amazonas, do governo do Amazonas e das prefeituras de Manaus e de Presidente Figueiredo também no Amazonas. Cerca de trinta empresas foram beneficiadas, sendo que 19 delas movimentaram em torno de R$ 354 milhões nos últimos seis anos.

30 pessoas foram presas, entre elas 10 militares. O capitão Carlos Alberto Teixeira Ramos e o capitão do batalhão de suprimentos, Erick Correia, são dois dos quatro capitães presos hoje. Há ainda mais uma ordem de prisão para um capitão do Exército que está viajando. O superintendente da Conab, Juscelino Moura, e o secretário-executivo da Secretaria Estadual da Fazenda do Amazonas, Afonso Lobo, também foram presos. Além deles, os principais membros da organização criminosa tiveram a prisão decretada.

"Esta organização criminosa procurou dilapidar com voracidade o patrimônio público", disse o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Kércio Pinto. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão e ordens de prisões em seis estados: São Paulo, Brasília, Rondônia, Ceará, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

A quadrilha vendeu alimentos vencidos e alguns já estavam em estado avançado de putrefação. "Era para merenda escolar, para o consumo dos batalhões do Exército no interior da Amazônia. O exército pagou essa comida vencida em valores que chegam a 300% do valor de mercado", disse o superintendente. Dois fiscais da Vigilância Sanitária foram presos por atestaram que o alimento estava em bom estado.

Kércio disse ainda que não acredita que este dinheiro volte para os cofres públicos. "A única questão agora é a Justiça Federal de Manaus decretar o seqüestro dos bens dessas pessoas para ressarcir a união desse prejuízo".

A operação está apenas no início. A perícia está trabalhando nos equipamentos e documentos arrecadados hoje. No final da tarde, novas diligencias podem ser pedidas para a Justiça Federal. "Acredita-se que muitas pessoas que não foram inseridas neste primeiro contexto da operação sejam intimadas para depor na PF", disse Kércio.

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