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26/11/2004 - 15h24
Vagas de emprego em 2005 estarão em setores de exportação, de bens de 1ª necessidade e serviços em domicílio

Veja a entrevista em vídeo

Da Redação

Cai a taxa de desemprego calculada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do país no mês passado.

O índice de desemprego passou de 10,9% em setembro para 10,5% no mês de outubro. A taxa é a menor da nova série da pesquisa, iniciada em outubro de 2001, e só se iguala a registrada em dezembro de 2002.

Comparado ao mesmo período do ano passado, o índice caiu 2,4 pontos percentuais.

Em números, significa que 2,3 milhões de pessoas estão desempregadas.

Já o rendimento médio real do trabalhador caiu 1,2% em outubro na comparação com setembro, mas cresceu 2,6% se comparado a outubro de 2003. Ficou em torno de 900 reais e vinte centavos na média e aumentou especialmente para os trabalhadores autônomos.

O IBGE mostrou também o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada: cresceu 1,3% em relação a setembro e 3,6% na comparação com outubro de 2003.

O emprego informal também subiu. O aumento foi de 7,1% em comparação a outubro do ano passado.

Para Anita Kon, professora titular de Economia da PUC de São Paulo, os números do IBGE indicam que o país caminha para patamares parecidos com os registrados em 2002, o que não é suficiente.

"Voltar aos números de 2002 não resolvem a questão. Há um problema estrutural do mercado de trabalho brasileiro que precisa ser resolvido com políticas efetivas, senão você aumenta aqui e ali o número de vagas, mas não de forma eficaz. 60% dos trabalhadores estão na informalidade".

A especialista não vê grandes expectativas para o mercado de trabalho no ano que vem. "O que preocupa para 2005 não é só a retomada do crescimento - que pelo jeito será muito lenta, já que o governo está segurando, por meio de taxas mais elevadas de juros e outras medidas. O que preocupa é saber se vamos conseguir levar adiante programas de políticas estruturais que resolvam de vez a questão da desocupação".

Para a professora, algumas medidas poderiam ajudar a movimentar o mercado de trabalho. "Mudar a CLT, por exemplo; dar condições para que as pequenas e médias empresas, que são grandes geradoras de emprego, consigam funcionar de forma mais eficaz; implantar mecanismos de melhor qualificação para o empregado".

Setores mais promissores
Segundo Anita Kon, as vagas de trabalho no ano que vem estarão nos setores de exportação, bens de primeira necessidade e serviços em domicílio.

"Vejo algumas possibilidades em serviços de manicure, venda de alimentos feitos em casa, saúde e lazer para a terceira idade, serviços de babá. Na Europa e Estados Unidos, por exemplo, grande parte das vagas foram criadas nesse setor de lazer".

A professora não vê muitas possibilidades na área do comércio, por exemplo. "O comércio formal depende de uma demanda global, dos rendimentos do trabalhador, que estão caindo."

Na indústria, enfatiza a importância da área de exportação. "Hoje o setor é o que impulsiona a economia brasileira. Produtos como o aço, celulose, suco de laranja, gêneros alimentícios estão em alta. E as exportações ainda não atingiram todo o seu potencial. Há uma demanda represada que deve ser perseguida. Precisamos de uma política agressiva para procurar o mercado lá fora".

Segundo a especialista, também há oportunidades no mercado interno. "Internamente há demanda por bens de primeira necessidade, como alimento e vestuário. Mas tudo dependerá de como vão reagir os rendimentos do trabalhador".

Para ela, a saída é a criatividade. "O trabalhador precisa criar seu próprio emprego, ter idéias diferentes. Esta também pode ser uma boa saída".

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