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Manifestantes antirracistas arriscam sua saúde pela saúde da democracia

03/06/2020 13h44

A viralização de um vídeo que mostra George Floyd, um cidadão negro de 46 anos, sendo sufocado até a morte por um policial branco, em Minneapolis, foi o estopim de protestos de rua que tomaram as grandes cidades dos Estados Unidos em meio à pandemia de coronavírus.

Os manifestantes não são terraplanistas biológicos e estão se protegendo como podem nos atos. Mas a maioria, principalmente os jovens, acreditam que seu país não se importa se eles vivem ou morrem e, portanto, não têm mais nada a perder. Sabem que estão colocando a sua saúde em risco em nome da saúde da democracia.

Vale lembrar que o Brasil produz seus "George Floyd" diariamente, como João Pedro, 14 anos, negro, assassinado com um tiro de fuzil, no dia 18 de maio, após a casa em que estava brincando com primos ser invadida por agentes policiais em São Gonçalo (RJ).

Mas aqui muitos ainda estão em fase de negação, acreditando em uma suposta democracia racial. No domingo, manifestação pró-democracia de grupos antifascistas, em São Paulo, também empunhou a bandeira do combate à discriminação. O tema foi simplesmente ignorado por muitos que veem mais problemas em protestos contra o racismo do que no racismo em si.

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