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Pantanal: o triste retrato no rastro da devastação deixado pelo fogo

Do UOL, em São Paulo

25/09/2020 10h05

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) apontam que 2 milhões de hectares foram destruídos no Pantanal apenas este ano. Isso corresponde a 15% do Bioma. São mais de 16 mil focos de queimadas até agora, um recorde que marca o pior número registrado no Instituto.

A equipe de MOV, a produtora de vídeos do UOL, registrou imagens da devastação no Pantanal. O cheiro de queimado em todos os locais visitados e a camada de fumaça que pairava no céu chamou a atenção do grupo, segundo relatos dos profissionais que estiveram no local.

O Pantanal ultrapassou a marca de 16 mil focos de incêndio em 2020, o maior número de queimadas desde 1998, quando o Inpe começou a registrar os dados.

Comparado com os 12 meses de 2005 (12.536), o pior ano da série histórica até então, o número de focos acumulados em 2020 já é 28,6% maior. Em relação ao ano passado inteiro (10.025), a situação é ainda mais grave: houve aumento de 60,8% — tudo isso em menos de nove meses.

Em 21 dias, o mês já superou todos os setembros desde 1998. Já são 5.966 focos de incêndio identificados pelo Inpe neste mês, superando setembro de 2007 (5.498), pior período da série histórica.

Em meio aos incêndios, a fauna nativa — uma das mais diversas do mundo, com 1.200 espécies diferentes de animais, 36 ameaçadas de extinção — é a que mais sofre. Onças, cobras, macacos, cobras e até jacarés povoam as imagens do desastre ambiental causado pelo fogo. O biologista Rogério Rossi, da Universidade Federal do Mato Grosso, afirma que no mínimo mil animais já morreram queimados.

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