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O primeiro-ministro britânico Boris Johnson começou a crise do novo coronavírus com desdém

07/04/2020 13h40

Há um mês, Boris Johnson abordava a crise do novo coronavírus de maneira descontraída e afirmava que continuava 'apertando a mão de todos'. Desde segunda-feira, o primeiro-ministro britânico está hospitalizado em terapia intensiva em decorrência da doença.

Em uma coletiva de imprensa em 3 de março, o líder conservador se gabou de 'apertar a mão de todos' depois de visitar um hospital onde pacientes com covid-19 estavam sendo tratados. Dois dias depois o Reino Unido anunciou a primeira morte devido à doença.

Em 12 de março, o premiê chamou a pandemia de 'a pior crise de saúde pública em uma geração', mas a estratégia do governo continuava a divergir das medidas radicais adotadas por outros países da Europa.

Diante das crescentes críticas governo mudou de rumo.

Em 16 de março, pediu que a população evitasse o contato social 'não essencial'. Em 20 de março ordenou o fechamento de escolas, bares, restaurantes, cinemas e academias. No dia 23 se dirigiu ao país pela televisão e ordenou um confinamento de três semanas.

Quatro dias depois anunciou que havia testado positivo para a covid-19, com sintomas leves, e continuou trabalhando isolado em Downing Street.

No domingo, logo depois de um raro discurso televisionado da rainha Elizabeth II para incentivar os britânicos a resistirem, o premiê foi hospitalizado como 'medida de precaução' e um dia depois foi transferido para a UTI, onde recebeu oxigênio, mas não usou um respirador.

Além de Johnson, mais de 50 mil britânicos foram contaminados com o novo coronavírus, que já matou mais de 5300 pessoas no país.

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