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Bichos fedidos: o que são percevejos, de onde vêm e como se livrar deles?

C. Claiborne Ray

20/06/2015 06h00

Moradores da região do noroeste dos Estados Unidos estão enfrentando uma invasão do percevejo-marrom-marmorizado, "Halyomorpha halys", inseto da ordem Hemíptera, com o "focinho" adaptado para furar e sugar plantas.

Eles são invasores recentes dos EUA, tendo presumivelmente vindo como clandestinos em carga da China, e foram identificados pela primeira vez no país na Pensilvânia, em 1998, segundo pesquisa patrocinada pelo Departamento da Agricultura.

Eles se tornaram uma praga importante das plantações, como nos países nativos da China, Japão, Coreia do Sul e Taiwan. São mais conhecidos nas casas que invadem pelo odor pavoroso que suas glândulas odoríferas emitem quando são pressionados, possivelmente para afastar predadores.

Os percevejos nativos, que não atacam colheitas, são similares na aparência, mas têm a parte inferior do corpo amarela-esverdeada, enquanto a da espécie invasora é marrom.

A remoção é complicada e o Centro de Controle de Zoonoses recomenda que se impeça sua entrada vedando rachaduras e caixilhos de janelas.

Se os insetos já estiverem dentro da casa, suas entradas devem ser vedadas e os bichos devem ser removidos com aspirador de pó, correndo o risco de liberarem aquele cheiro quando foram sugados em massa. Não se recomenda uso de veneno porque outras pragas, como besouros, podem se alimentar dos cadáveres.

Tem sido relatado que alguns insetos norte-americanos, como a aranha-amarela de jardim, algumas espécies predadoras de louva-a-deus e o "Arilus cristatus" estão se adaptado para predar os invasores. Os pesquisadores cogitam importar uma vespa que ajuda a controlar o percevejo em sua terra natal.

Quanto ao que produz o cheiro, os compostos químicos exatos não são totalmente conhecidos, mas uma pesquisa de uma espécie relacionada, a "Cosmopepla bimaculata", encontrou um coquetel complicado de pelo menos 11 componentes voláteis, incluindo dois aldeídos, dois ésteres, cinco alcanos e dois não identificados.

A pesquisa também descobriu que esses insetos eram relativamente relutantes em usar a arma química, como se sua produção fosse custosa em termos de energia.