EUA anunciam para 2020 criação de exército espacial

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    Além da agência espacial, os EUA pretendem estruturar forças armadas com jurisdição para questões relativas ao espaço

    Além da agência espacial, os EUA pretendem estruturar forças armadas com jurisdição para questões relativas ao espaço

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou nesta quinta-feira (9) uma nova legislação que estabelecerá "os passos exatos a serem tomados" para a criação de um exército dedicado a segurança no espaço, um cenário que, segundo ele, já se transformou em um "novo campo de batalha".

Chegou o momento de estabelecer um Exército Espacial. Este documento estabelece os passos exatos a serem dados para criar uma Força Espacial

Mike Pence, durante ato oficial no Pentágono

O anúncio segue uma recomendação do Departamento de Defesa norte-americano que será enviada ao Congresso para que avalie a sua aprovação.

Para isso, o governo deu instruções ao Capitólio para que destine US$ 8 bilhões nos próximos anos, com o objetivo fazer com que este novo corpo do exército, que será a sexta das Forças Armadas dos EUA, possa estar ativo em 2020.

A iniciativa foi apresentada há alguns meses pelo presidente americano, Donald Trump, a fim de garantir o "domínio" dos EUA no campo espacial e resistir aos avanços da China e da Rússia.

O documento estabelece quatro passos a seguir para tal fim. O primeiro seria a criação do Comando do Espaço, que será em última instância o órgão responsável por este novo Exército.

Em segundo lugar, seria iniciado o processo de formação de tropas que virão dos diferentes ramos do Exército e cuja missão será se concentrar na segurança espacial.

Além disso, seria estabelecida uma Agência Espacial voltada para a "pesquisa e inovação" com o objetivo de dotar o Pentágono de todos os recursos necessários para realizar esta nova missão.

Por último, o quarto passo seria nomear um novo subsecretário de Defesa para o Espaço, que seria um civil com a tarefa de garantir que sejam cumpridos "os prazos e objetivos" estabelecidos.

"Nossos adversários já transformaram o espaço em um novo campo de batalha", justificou Pence, que deu como exemplo a destruição por parte da China de um dos seus próprios satélites com um míssil e o desenvolvimento de um laser capaz de bloquear as infraestruturas espaciais por parte da Rússia.

O secretário de Defesa, James Mattis, que também participou do ato, concordou com o vice-presidente quanto à necessidade de garantir a "capacidade dissuasória" dos EUA no espaço por se tratar de um âmbito vital para os interesses do país.

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