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EUA anunciam para 2020 criação de exército espacial

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Além da agência espacial, os EUA pretendem estruturar forças armadas com jurisdição para questões relativas ao espaço Imagem: Getty Images

09/08/2018 14h26

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou nesta quinta-feira (9) uma nova legislação que estabelecerá "os passos exatos a serem tomados" para a criação de um exército dedicado a segurança no espaço, um cenário que, segundo ele, já se transformou em um "novo campo de batalha".

Chegou o momento de estabelecer um Exército Espacial. Este documento estabelece os passos exatos a serem dados para criar uma Força Espacial

Mike Pence, durante ato oficial no Pentágono

O anúncio segue uma recomendação do Departamento de Defesa norte-americano que será enviada ao Congresso para que avalie a sua aprovação.

Para isso, o governo deu instruções ao Capitólio para que destine US$ 8 bilhões nos próximos anos, com o objetivo fazer com que este novo corpo do exército, que será a sexta das Forças Armadas dos EUA, possa estar ativo em 2020.

A iniciativa foi apresentada há alguns meses pelo presidente americano, Donald Trump, a fim de garantir o "domínio" dos EUA no campo espacial e resistir aos avanços da China e da Rússia.

O documento estabelece quatro passos a seguir para tal fim. O primeiro seria a criação do Comando do Espaço, que será em última instância o órgão responsável por este novo Exército.

Em segundo lugar, seria iniciado o processo de formação de tropas que virão dos diferentes ramos do Exército e cuja missão será se concentrar na segurança espacial.

Além disso, seria estabelecida uma Agência Espacial voltada para a "pesquisa e inovação" com o objetivo de dotar o Pentágono de todos os recursos necessários para realizar esta nova missão.

Por último, o quarto passo seria nomear um novo subsecretário de Defesa para o Espaço, que seria um civil com a tarefa de garantir que sejam cumpridos "os prazos e objetivos" estabelecidos.

"Nossos adversários já transformaram o espaço em um novo campo de batalha", justificou Pence, que deu como exemplo a destruição por parte da China de um dos seus próprios satélites com um míssil e o desenvolvimento de um laser capaz de bloquear as infraestruturas espaciais por parte da Rússia.

O secretário de Defesa, James Mattis, que também participou do ato, concordou com o vice-presidente quanto à necessidade de garantir a "capacidade dissuasória" dos EUA no espaço por se tratar de um âmbito vital para os interesses do país.