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Grupo contra Bolsonaro no Facebook não mudou nome para atrair mais mulheres

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Do UOL, em São Paulo

2018-09-14T18:34:46

14/09/2018 18h34

Circula nas redes sociais o boato de que o número de seguidoras do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”, criado no Facebook, foi inflado artificialmente por meio de uma artimanha: seria originariamente um grupo de humor que mudou de nome e objetivo, mantendo as seguidoras. Trata-se, porém, de uma informação falsa.

Os boatos variam: uns afirmam que o grupo de humor seria pertencente à página “Gina Indelicada” (exclusivamente feminino, com 800 mil inscritas), outros que seria da “Gina Sincera”. Porém, o Facebook registra que o “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” foi criado no dia 30 de agosto de 2018 -- e a data da criação de um grupo, de acordo com a rede social, não pode ser modificada. A empresa também confirma que o grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” nunca mudou de nome no período.

Entre os argumentos para sustentar o boato de que o grupo foi “comprado”, está a discrepância entre o número de membros que o Facebook exibe quando se faz uma busca pelo grupo e quando se consulta os inscritos dentro dele (1,8 milhão x 1 milhão, uma diferença de 800 mil perfis). De acordo com os acusadores, a diferença representaria o número de pessoas que deixou o grupo quando o nome foi alterado.

Consultado pelo site “Buzzfeed”, o Facebook explicou que “essa discrepância [entre o que aparece quando se busca o grupo e quando se está dentro dele] acontece porque o número visível dentro do grupo, que é fechado, inclui pessoas que foram convidadas mas ainda não responderam ou não tiveram seu nome analisado pelas administradoras.”

Segundo o site “Hoje em Dia”, o criador do personagem Gina Indelicada, Henrique Lopes, afirmou que a informação da venda do grupo é falsa. “Segundo ele, todos os grupos da Gina, incluindo os antigos, permanecem inalterados e podem ser acessados pelos usuários”.

Diversas contas no Twitter e no Facebook estão espalhando a informação falsa. Entre as mais viralizadas, está um tuíte que, até a tarde desta sexta (14), já contava com mais de 2,8 mil curtidas e 1,2 mil retuítes, enquanto um post no Facebook da página “Eu sou mais Brasil” já passava de 18 mil compartilhamentos.

Na peça que a página botou em circulação, há também a informação de que Bolsonaro “é líder absoluto entre as mulheres que gostam de depilar as axilas", frase sem sustentação, pois esse critério não é avaliado nos levantamentos. Na pesquisa Ibope divulgada na última terça-feira (11), o candidato do PSL apresentou um aumento na preferência dentro do público feminino, mas em contrapartida continua sendo a opção mais rejeitada pelas mulheres.

Além do “Hoje em Dia” e do “Buzzfeed”, o "e-Farsas" também verificou o boato.

Agora o material foi checado pela revista “Piauí” e pelo “Jornal do Commercio”, além do UOL, da “Folha de S.Paulo”, da revista "Veja" e da “Gazeta Online”, todos integrantes do projeto Comprova.

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