Após tremores, Defesa Civil condena pelo menos 13 casas em Alagoinha (PE)

Carlos Madeiro
Especial para o UOL Notícias

Em Maceió

Dados preliminares da Codecipe (Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco) apontam que os tremores de terra em Alagoinha (a 225 km de Recife) comprometeram a estrutura de pelo menos 13 casas no sítio Carrapicho, na zona rural do município. O local teria sido o mais afetado pela série de abalos sísmicos que estão sendo registrados no município desde o início do mês.

No local, a maioria das casas não é construída com cimento, e sim barro e tijolos. Por conta da fragilidade, até o momento, três famílias tiveram que abandonar suas casas e foram para abrigos públicos, por conta do risco de desabamento.

Outros pontos da cidade ainda estão sendo visitados pela Codecipe e pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco, que vão elaborar um relatório de avaliação de danos e riscos. “Já verificamos que foram danos mínimos, apenas fissuras nas casas. Estamos mapeando e iremos recuperá-la”, explicou o coordenador da Codecipe, Ivan Ramos.

Uma das casas mais afetadas é a da aposentada Alzira Barbosa Silva, 83, que, segundo a Defesa Civil, terá que ser reconstruída. A residência dela apresenta várias rachaduras nas paredes. “Acordei de madrugada e fui até a janela. Foi quando deu um estrondo tão grande que pensei que ia derrubar a casa”, contou. A prefeitura já providenciou abrigo para as famílias afetadas.

Nesta quinta-feira (11), o governador Eduardo Campos (PSB) visitou a cidade para ver de perto os danos causados e tentar acalmar a população. O governo do Estado prometeu ajudar na reconstrução das casas afetadas e distribuir em breve uma cartilha ilustrada com informações sobre os tremores e procedimentos de segurança que devem ser adotados pela população.
“Depois do relatório de danos, vamos liberar, de forma emergencial, o dinheiro que será utilizado nas obras de reforma e construção das novas casas”, afirmou Campos.

Tremores cessam
Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), até as 19 horas desta sexta-feira (12), foi registrado apenas um pequeno tremor, por volta das 15 horas, na cidade. A equipe de técnicos deixou o local, após três dias de levantamento de dados.

Segundo o técnico em sismologia, Eduardo Menezes, que esteve em Alagoinha, a ausência de tremores não significa que a cidade está imune a novas ocorrências. “Essa diminuição da atividade sísmica é natural e já era esperada, mas não quer dizer que vá parar de acontecer. Não se podem fazer muitas previsões sobre novos eventos. As pessoas terão que se acostumar a conviver com os tremores”, explicou.

A cidade, com 15 mil habitantes, está sendo monitorada pela UFRN – instituição responsável pela análise de tremores de terra no Nordeste. Nas próximas semanas, o município deve receber seis sismógrafos, quando será possível fazer uma análise do que está causando os abalos sísmicos na cidade.

Até esta quinta-feira (11), a cidade tinha registrado 60 tremores desde o início do mês. O município, até então, nunca havia registrado abalos sísmicos.

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