Greve de metroviários deixa mais de 150 mil pessoas sem transporte no DF

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

O metrô do Distrito Federal está em greve desde o primeiro minuto desta segunda-feira (15). O Sindicato dos Metroviários (SindMetrô) chegou a oferecer 30% da força de trabalho durante a paralisação da categoria, mas a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô DF) rejeitou a proposta. Com isso, o transporte de mais de 150 mil pessoas foi afetado.

O Metrô DF alega que não é possível operar apenas com 1/3 dos funcionários, o que poderia gerar confusão, uma vez que com o menor ritmo de atividade apenas 1/5 dos usuários poderiam se beneficiar do uso dos trens.

Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 120% nos salários. A proposta foi entregue em 19 de janeiro e o acordo coletivo da categoria vence no dia 31 deste mês. Desde então, ainda não houve acordo com o Governo do Distrito Federal.

Além da recomposição nos vencimentos, eles pedem que se reveja a contratação dos concursados de reserva. Segundo o SindMetrô, 150 pessoas esperam pelo emprego. Eles foram substituídos por terceirizados contratados por licitação. No entanto, os gastos mensais superam R$ 1,6 milhão, enquanto – afirma a associação – R$ 350 mil poderiam ser pagos aos concursados, que ainda ganhariam quase o dobro do que os atuais empregados recebem.

Neste fim de semana, o GDF apresentou uma proposta que corrige os salários dos metroviários com base no índice de inflação verificado nos últimos 12 meses, o que resulta em 5% de aumento. O governo também sugeriu implantar, em janeiro de 2011, o Plano de Empregos e Salários da categoria, incorporando qualquer reajuste concedido. Haveria acréscimo também no auxílio alimentação de R$ 450 para R$ 506, o equivalente a 12,47% de reajuste; e os valores do auxílio creche e o plano de saúde básico aumentariam em 10%.

“O que dificulta a negociação é que o sindicato é inflexível na proposta. Ou é tudo, ou é nada. Eles não apresentam uma contraproposta. São 76 itens reivindicados e a manutenção das cláusulas existentes hoje supre 90% do que foi pedido”, disse Ilair Tumelero, coordenador para Assuntos Sindicais do GDF, em nota.

O coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários, Solano Trindade, avaliou a proposta do GDF como "insatisfatória". Os cerca de mil funcionários paralisados devem se reunir por volta do meio-dia em uma assembleia para definir os próximos passos da manifestação.

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