Santa Catarina vai precisar de R$ 10 milhões para reconstruir cidades alagadas

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

Atualizado às 15h03

A Defesa Civil de Santa Catarina estima que o Estado precisará de R$ 10 milhões para reparar os prejuízos causados pelas chuvas e ajudar as famílias atingidas. O pedido será enviado pelo governo estadual ao Ministério da Integração Nacional depois que os municípios concluírem os relatórios de danos. 

Apesar de a chuva ter parado de atingir Santa Catarina, o número de cidades em situação de emergência não para de subir: ao todo, prefeitos de 41 municípios assinaram decreto de emergência por conta das chuvas que atingiram o Estado entre a semana passada e o início desta semana (clique aqui para ver a lista). Ontem (27) pela manhã eram 16 cidades em emergência.

Cidades do PR tentam amenizar prejuízos

No total, 7.847 pessoas tiveram que deixar suas casas em SC --6.917 desalojados, que se abrigaram em casas de parentes, e 930 desabrigados, encaminhados a abrigos públicos. Não há registro de mortes em razão do mau tempo, mas 10 pessoas ficaram feridas nas enxurradas em SC.

Em todo o Estado, 3.546 residências e 278 prédios públicos ficaram danificados. A maioria dos municípios em emergência tiveram os serviços na área de transportes prejudicados pelas chuvas.

Em vários municípios do Estado choveu, nos últimos cinco dias, mais do que o dobro do esperado para o mês inteiro: em Itapiranga, no extremo oeste, choveu 402 mm, contra 160 mm da média histórica; em Matos Costa, perto na divisa com o Paraná, choveu 292 mm, quase o triplo da média; já em Caçador e em Blumenau, cujas médias pluviométricas para o mês de abril são de aproximadamente 100 mm, choveu, respectivamente, 238 mm e 165 mm. 

Rodovias
A rodovia SC-422 está completamente interditada no km 137, no município de Rio do Campo. Não há previsão de normalizar o tráfego. No km 161 da SC-422, a uma ponte sobre o ribeirão pequeno está com água na pista, interditando totalmente a rodovia. Não há caminho alternativo para as cidades de Rio do Campo, Santa Terezinha e Salete.

Na SC-466 há duas interdições: uma parcial, no km 67, por conta de uma queda de barreira; e outra total, no km 71, em razão do deslizamento na pista –o tráfego está sendo desviado para o centro de Ita. Na SC-457 há dois bloqueios parciais: no km 10 e no km 1, ambos em Lebon Régis.

Na BR-280, a pista está totalmente bloqueada por conta de uma queda de barreira no km 83, em Corupá. Na mesma rodovia, haverá interdições no período noturno no km 109 e no km 84. O desvio será feito pela serra Dona Francisca. Em Rio Negrinho, também na BR-280, uma queda de barreira causou a interdição total da via.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação, as aulas não foram suspensas, com exceção de Jaraguá do Sul, que teve as atividades letivas interrompidas ontem (27).

No Paraná, onde também não há registro de mortes, são 1.613 desabrigados em seis municípios. Ontem, a Defesa Civil Estadual contabilizava 8.811 desalojados, mas disse que ainda não foi possível fazer o levantamento nesta quarta-feira (28).

Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul,a Defesa Civil do Estado está monitorando o nível do rio Uruguai, cujas cheias atingiram mais de 11 mil pessoas. Vicente Dutra, Marcelino Ramos e Maximiliano de Almeida são as cidades mais prejudicadas. Em São Borja, na Fronteira Oeste, a coordenadoria municipal da Defesa Civil removeu famílias que tiveram as casas invadidas pelas águas do rio.

De acordo com a Defesa Civil, o Estado já não sofre com as enchentes. Não chove desde ontem (27), e a possibilidade de chuva para os próximos dias é nula. Com a queda no nível do rio Uruguai, os gaúchos puderam voltar para casa. Ainda há registro de seis famílias desabrigadas na cidade de São Borja.

Uma intensa mossa de ar polar que avança pelo Sul do país provocou declínio acentuado das temperaturas em toda a região, mas principalmente no Rio Grande do Sul, onde pelo menos 20 cidades que possuem estação meteorológica registraram a temperatura mais baixa do ano

A intensa massa de ar polar que avança pelo Sul do país provocou declínio acentuado das temperaturas em toda a Região, mas principalmente no Rio Grande do Sul, onde pelo menos 20 cidades que possuem estação meteorológica registraram a temperatura mais baixa do ano. Em Porto Alegre a mínima desta quarta-feira chegou a 9,2°C, superando o dia 10 deste mês, quando os termômetros marcaram 12,5°C.

Clique aqui e veja a relação das cidades que bateram o recorde do ano no Rio Grande do Sul.

*Com informações da Agência Brasil

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