Em busca de piso salarial nacional, policiais civis de cinco Estados entram em greve; boletins de ocorrência são suspensos

Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

Para pressionar os deputados federais a votarem a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 446/300, que cria o piso salarial nacional da categoria, policiais civis de cinco Estados (Bahia, Amazonas, Ceará, Alagoas e Acre) entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (19), de acordo com a Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis).

Em caso de aprovação, a PEC também vai beneficiar policiais militares, bombeiros e agentes penitenciário, que passarão a receber, em média, R$ 3.500 por mês (nível médio) e R$ 7 mil (nível superior).

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) começou nesta manhã a articular um acordo com as lideranças partidárias para colocar em pauta esta tarde a discussão sobre a emenda à Constituição. Até o fim do dia, a paralisação deve ganhar a adesão de mais dois Estados: policiais civis do Rio de Janeiro e de Goiás vão realizar assembleias. A PEC teve o texto original e um dos quatro destaques aprovados em primeiro turno em março. Faltam ser votados três destaques para que a proposição siga sua tramitação normal.

Na Bahia, onde estão lotados 6.603 policiais civis, segundo o sindicato da categoria, os serviços de investigação, entregas de intimações e fornecimento de antecedentes criminais estão suspensos. “Só estamos fazendo os serviços de levantamento cadavérico e prisões em flagrante, desde que os acusados sejam conduzidos por policiais militares”, disse Bernardino Gayoso, presidente do Sindipoc (Sindicato dos Policiais Civis) da Bahia.

Segundo Gayoso, as prisões em flagrante também serão prejudicadas com a greve. “O policial militar que chegar a qualquer delegacia com um suspeito não será atendido porque não vamos fazer nenhum boletim de ocorrência”, ressaltou.

“Nós queremos que os policiais militares também sejam solidários porque a PEC não é uma exclusividade dos agentes civis.” Na Bahia, de acordo com o sindicato, os policiais recebem um salário inicial base R$ 536, além de uma gratificação de R$ 1.253,00. “Só que, na aposentadoria, o valor da gratificação é reduzido e os policiais ficam prejudicados”, disse Gayoso.

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