Adolescentes de classe média alta são acusados de estupro em Florianópolis

Lucas Azevedo
Especial para o UOL Notícias

Um caso de estupro envolvendo três adolescentes da alta sociedade de Florianópolis chocou a comunidade catarinense. O episódio tem ganhado mais repercussão porque um dos acusados é filho do diretor de um grupo de comunicação, e o outro, de um delegado.

Poucos veículos de comunicação têm repercutido o crime, que vem sendo divulgado através de blogs. No entanto, tanto a polícia quanto o advogado da vítima confirmam a agressão. O caso é tido como tabu em Florianópolis.

No último dia 22, uma jovem de 13 anos registrou queixa na 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis alegando ter sido abusada por dois adolescentes em um apartamento na avenida Beira-Mar Norte.

Segundo a versão da adolescente, na tarde do dia 14 de maio, ela se encontrou com um ex-namorado, um rapaz de 15 anos, em um shopping de Florianópolis. De lá, os dois teriam rumado para o apartamento do segundo suspeito, um jovem de 14 anos, onde teriam ouvido música regada a doses de vodka. No embalo, iniciaram uma brincadeira de troca de confidências, chamada “verdade ou consequência”.

Ainda de acordo com o depoimento da vítima, na primeira ocasião em que ela recobrou a consciência, notou ter alguém sobre o seu corpo. Em outro momento, despertou vomitando no banheiro do apartamento. A última lembrança remete à cozinha do imóvel, quando estaria acompanhada por dois adultos, identificados preliminarmente como a mãe e o padrasto de um dos agressores. Os dois, ao verificarem marcas de beijos no pescoço da menina, teriam sugerido que ela se maquiasse a região. Logo depois, chamaram o seu pai para ir buscá-la.

No dia seguinte, ao passar o efeito do álcool, a jovem notou os ferimentos. Ela foi levada ao Hospital Infantil Joana de Gusmão e, posteriormente, ao Instituto Geral de Pericias, onde foi constatada a agressão sexual.

Em um site de relacionamento na internet, o agressor de 14 anos publicou diálogos em que se vangloriava do feito. O conteúdo já foi tirado do ar. Já a vítima não tem frequentado a escola, que manda conteúdo didático à sua casa.

A polícia investiga agora a participação de um terceiro jovem que, durante o abuso, teria sido chamado ao apartamento por um dos agressores. O inquérito, que corre em segredo de Justiça, deve ser concluído até esta sexta-feira.

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