Christophe Simon/AFP

Policiais em greve

Justiça liberta líder da greve da PM na Bahia

Heliana Frazão

Do UOL, em Salvador

O líder do movimento grevista da Polícia Militar na Bahia, o ex-soldado do Corpo de Bombeiros Marco Prisco, deixou a cadeia pública de Salvador nesta sexta-feira (23). Prisco, que é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros (Aspra), foi solto após passar cerca de 45 dias preso.

Relembre a greve da polícia baiana
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Outro líder do movimento, e ex-policial militar Paulo Hohenfeld, que também estava detido, foi liberado na quarta-feira (21). As informações são da Secretaria de Assuntos Penais (Seap). Eles estão em liberdade provisória, expedida pela 2ª Vara de Crime do Estado.

Marco Prisco foi detido no dia 9 de fevereiro. Ele se entregou após vários dias amotinado no prédio da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia e seguiu direto para a cadeia pública de Salvador, no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Durante todo esse período, ficou em uma cela separada dos demais detentos. Prisco decidiu deixar a Assembléia e se entregar à Polícia Federal após a divulgação, na televisão, de trechos de uma conversa que manteve com outro policial grevista, que sugeria a prática de atos de vandalismo, como o fechamento de estradas e tomada de caminhões de carga. A sua saída foi discreta, pelos fundos do prédio.

Entenda a greve

A Assembleia baiana foi tomada pelos grevistas no dia 31 de janeiro. Entre outros pontos, os policiais grevistas, ligados à Aspra, reivindicavam o pagamento das Gratificações por Atividade Policial (GAP) 4 e 5; anistia administrativa para os PMS e a revogação dos mandados de prisão das lideranças do movimento. Eles conseguiram apenas a primeira parte, ou seja, as GAPs 4 e 5, ainda assim com os prazos de pagamento mais dilatados que os desejados pela corporação.

Devido à greve de parte do efetivo da PM, o pânico tomou conta da população baiana e o movimento, que iniciou-se na capital, eclodiu por todo o Estado. A violência se espalhou. Para conter os índices crescentes de assaltos, mortes e saques a lojas e agências bancárias, o governo baiano pediu reforço ao governo federal, com o envio de tropas da Guarda Nacional e das Forças Armadas. Os homens da Guarda Nacional permaneceram na Bahia até o Carnaval, apesar de o fim da greve ter sido decretado cerca de uma semana antes da folia baiana.

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