Polícia do Rio diz que caseiro confessou ter matado mãe de empresário e enterrado corpo no quintal da vítima

Do UOL, no Rio

  • Carlos Trindade/Futura Press

    O caseiro foi preso enquanto caminhava na avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, no Rio

    O caseiro foi preso enquanto caminhava na avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, no Rio

O caseiro Ênio Tomaz Rocha, 47, detido nesta quinta-feira (2) sob acusação de ter assassinado e ocultado o cadáver da aposentada Alpha Dias Kieling, 77, confessou a autoria dos crimes, segundo informações divulgadas nesta quinta (2) pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A vítima foi encontrada morta e enterrada no quintal de sua casa em São Conrado, zona sul do Rio, no domingo (29).

O caseiro, que trabalhava para a vítima, teria dito que resolveu matá-la depois de ter sido acusado de roubar um objeto. A aposentada teria tentado revistá-lo. O relato foi registrado em vídeo pelos agentes da DH e será anexado ao inquérito.

O delegado responsável pela investigação, Rivaldo Barbosa, afirmou que o suspeito se sentiu "humilhado" em função da suposta postura da aposentada. Além disso, segundo o depoimento de Rocha, a aposentava não teria feito pagamentos pelos serviços prestados de acordo com o que tinha sido combinado originalmente.

Rocha, também conhecido como "Tartaruga", foi preso na manhã desta quinta quando caminhava pela Lagoa, na zona sul do Rio. PMs do batalhão do Leblon chegaram ao criminoso através de uma denúncia anônima.

O caseiro possui uma longa ficha de antecedentes criminais, o que inclui acusações de roubo, furto e indiciamento por homicídio contra uma funcionária de uma creche em Botafogo, na zona sul --de acordo com a polícia, ele também teria enterrado o corpo da vítima.

Rocha tinha as chaves da casa e trabalhava há cinco meses na residência. Na terça-feira (31), um mandado de prisão foi expedido pela Justiça autorizando a prisão temporária do acusado.

O laudo cadavérico que apontaria as causas e o momento da morte foi inconclusivo devido ao estado de decomposição do corpo. Um laudo complementar com o mesmo fim deve ficar pronto em 30 dias.

Segundo a polícia, o corpo da aposentada foi encontrado pelo filho dela, o empresário Ricardo Dannenberg, por conta do forte cheiro de decomposição. Dannenberg havia registrado o desaparecimento da mãe no dia 27 de julho na 15° Delegacia de Polícia (Gávea).

Câmeras de vigilângia levam a suspeito

Para não dar margem a suspeitas sobre o desaparecimento, o caseiro teria informado que ela havia viajado para Teresópolis, na região serrana. A versão foi confirmada pelo filho da aposentada em depoimento.

O empresário, que mora em São Paulo, já teria estado na casa, mas não havia percebido nada estranho, já que não notou marcas de arrombamento, e, a princípio, não havia percebido sinais de assalto, mas alguns objetos e joias foram roubados.

Em mensagem publicada no Facebook, ele lamentou a morte da mãe e agradeceu a ajuda de parentes e amigos que estavam em busca de indicações do paradeiro dela. Segundo ele, sua mãe foi "vítima da violência que assola e banaliza todos".

A aposentada foi enterrada na tarde de segunda-feira (30), no cemitério do Caju, zona portuária do Rio.

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