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Rio tem cerca de 6.000 vans ilegais; prefeitura começa operações diárias

Julia Affonso

Do UOL, no Rio

01/04/2013 16h29

A cidade do Rio de Janeiro tem cerca de 6.000 vans piratas e o mesmo número de vans regulares, de acordo com dados da Coordenadoria Especial de Transporte Complementar da Prefeitura, que deve iniciar, nesta segunda-feira (1º), operações diárias itinerantes para coibir o transporte alternativo irregular.

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A van usada para sequestrar um casal de turistas estrangeiros no último sábado (30) tinha licença para atuar apenas em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, e não na capital, o que a deixaria em estado irregular, segundo a Secretaria Municipal de Transporte.

O casal de turistas ia para a Lapa, zona turística no centro do Rio, mas foi obrigado a seguir com os criminosos para São Gonçalo. Eles foram forçados a fazer saques em caixas eletrônicos e compras em postos de gasolina em Niterói e São Gonçalo onde, mais tarde, os homens foram presos.

A mulher foi violentada por três homens, segundo depoimento prestado na delegacia. Ela deixou a cidade no domingo (31).

Precauções

Segundo a Coordenadoria de Transporte, para evitar problemas nas vans, as pessoas devem ficar atentas às condições físicas dos veículos. Anualmente, eles são obrigados a passarem por vistorias para circularem na cidade de maneira legal.

Veja o trajeto feito pela van no dia em que a turista foi estuprada

  • Arte UOL

Carros em condições precárias, como pneus carecas, peças remendadas, podem significar que esse veículo não foi vistoriado. Vans com portas abertas, excesso de passageiro, também significam irregularidades. É fundamental também que o usuário perceba ou exija que o motorista ou seu auxiliar apresente seu cartão de identificação.

As maiores irregularidades detectadas em vans são circulação sem autorização, mau estado de conservação, excesso de passageiros, recusa de aceitação de gratuidade permitidas por lei, desrespeito às normas de trânsito e falta de educação com o passageiro. Todos os problemas podem ser denunciadas através do 1746, que é o telefone de denúncia da prefeitura.

As vans foram instituídas como Transporte Urbano Complementar na capital fluminense pela Lei 3360 de 2002, mas a primeira regulamentação do serviço ocorreu em 1992.

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