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Ninguém da família vai desistir, diz viúva sobre corpo de Amarildo

Ale Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Ale Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo

Akemi Nitahara

Da Agência Brasil, no Rio

12/03/2014 16h33

Foi retomada na tarde de hoje (12) a audiência sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo da Silva, no dia 14 de julho de 2013. A juíza Daniella Alvarez, da 35ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, continua ouvindo os depoimentos das testemunhas de acusação, iniciado no dia 20 de fevereiro.

 

  • Baseado em investigações da Polícia Civil e do Gaeco, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça na qual acusa 25 PMs de participação no desaparecimento de Amarildo e descreve o que aconteceu com ele na noite em que foi morto

Antes de entrar, a viúva de Amarildo, Elisabete Gomes da Silva, disse que não vai desistir de encontrar os restos mortais do marido. "Estou esperando que seja justo, que eles entendam que eles têm que falar onde estão os ossos do meu marido para que eu possa enterrá-lo com dignidade. Eu não vou desistir, meus filhos, ninguém da família vai desistir".

A audiência começou por volta das 14h45. A primeira testemunha a depor é o soldado Alan Jardim, que exercia a função de tesoureiro na UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha no dia do desaparecimento de Amarildo. Ao todo, são 20 testemunhas de acusação, entre policiais civis e militares e a viúva de Amarildo.

A imprensa não foi autorizada a acompanhar a sessão. Na primeira audiência, foram ouvidos o delegado Rivaldo Barbosa, diretor da Divisão de Homicídios; a delegada Ellen Souto e o inspetor de polícia Rafael Rangel.

Cotidiano