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Comandante de UPP manda PMs recolherem cápsulas de balas após tiroteios

O capitão Leo Ludolff, comandante da UPP da Chatuba, afirmou nesta terça-feira (28) que a ordem "não foi clara" e já foi revogada - Divulgação/UPP-RJ
O capitão Leo Ludolff, comandante da UPP da Chatuba, afirmou nesta terça-feira (28) que a ordem "não foi clara" e já foi revogada Imagem: Divulgação/UPP-RJ

Do UOL, no Rio

28/10/2014 16h02

O capitão Leo Ludolff, comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Chatuba, no Complexo do Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, determinou em um comunicado que os policiais militares da unidade recolhessem as cápsulas deflagradas em todas as ocorrências com disparos de arma de fogo, segundo reportagem publicada no jornal "Extra", nesta terça-feira (28). A prática pode ser considerada fraude processual, por alterar a cena de crime. Após a denúncia, o comandante informou que a ordem "não foi clara" e, por isso, já foi revogada.

De acordo com nota enviada pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora, Ludolff afirmou que a determinação não se aplicaria nos caso de trocas de tiros em que houvesse vítimas, quando "o local deve ser preservado para que a perícia realize o seu trabalho".

"A determinação foi feita para que, com o número do lote do armamento que está sendo usado pelos bandidos que tem entrado em confronto com os policiais da UPP, seja feito o rastreamento da origem dessas munições", declarou. No texto que consta no documento obtido pelo jornal, no entanto, os policiais são orientados a "recolher as cápsulas deflagradas de suas armas inclusive dos meliantes".

Também na nota, o comandante afirmou que os setores de inteligência da Polícia Militar têm condições de "realizar um rastreamento para saber se a munição foi contrabandeada, desviada ou, até mesmo, recarregada - fato comum em algumas favelas". O objetivo da arrecadação das cápsulas, segundo ele, portanto, seria permitir esse rastreamento. Em seguida, as munições seriam encaminhadas para a delegacia da área para a realização de registro da ocorrência.

"O comandante reconhece que a determinação não ficou clara, ou pelo menos ficou incompleta, já que não esclarece esses detalhes. Por isso, ela já foi retirada de circulação e já foi revogada, ou seja, não tem mais valor", concluiu a nota do comando das UPPs.

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