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Com presença dos pais, polícia do Rio reconstitui morte de menino no Alemão

Terezinha, mãe do menino Eduardo, participa da reconstituição do crime  - Fábio Teixeira/UOL
Terezinha, mãe do menino Eduardo, participa da reconstituição do crime Imagem: Fábio Teixeira/UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

17/04/2015 12h33Atualizada em 17/04/2015 16h33

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza na tarde desta sexta-feira (17) a reconstituição da morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira, 10, no Complexo do Alemão, na zona norte da capital fluminense. Os pais da vítima, José Ferreira e Terezinha de Jesus Ferreira, estão no local junto com o chefe da Divisão de Homicídios, delegado Rivaldo Barbosa, que coordena os trabalhos.

Pouco antes do começo da reprodução simulada, o pai do menino afirmou que espera que a reconstituição confirme a tese de que Eduardo foi atingido por um disparo feito por um policial militar. "Não há perdão para o que aconteceu. Esse policial proporcionou a pior cena que eu já vi. Serei obrigado a lembrar para sempre do meu filho esfacelado", afirmou Ferreira.

Além do chefe da Divisão de Homicídios, participam da reconstituição outros sete delegados e dez peritos. No total, são 120 policiais divididos em três reconstituições: as mortes de Eduardo, da auxiliar de creche Elizabeth Francisco e do capitão Uanderson Manoel da Silva, que comandava a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Nova Brasília. Os policiais isolaram o local da reconstituição num perímetro de cerca de 50 metros.

O relações-públicas da Polícia Militar, major Marcelo Corbage, afirmou que os dois policiais militares que admitiram em depoimento ter efetuado disparos no dia em que Eduardo morreu estão no local para participar da reprodução simulada. Ele não informou se os dois estão fardados ou à paisana.

"Você tem uma sequência. Por enquanto, eles estão com as testemunhas fazendo a perícia do local. A reconstituição com os policiais ainda não foi feita", disse o major. "Só essa primeira etapa com as testemunhas deve levar cerca de duas horas. Isso aqui deve perdurar até o final do dia. Estamos falando aí de umas 20 horas", estimou ele.

Corbage explicou ainda que, além dos dois PMs que efetuaram disparos no dia da morte do menino, os policiais que estavam próximos também vão colaborar com informações durante o trabalho de reconstituição. "Tem policiais aqui de várias forças. Tem da UPP, do Choque, não tenho como precisar", declarou.

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