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Polícia aponta mandante de morte de líder do PCC no CE; Justiça pede prisão de 5 envolvidos

Divulgação/SAP
Gegê do Mangue, do PCC, assassinado no Ceará Imagem: Divulgação/SAP

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

03/03/2018 19h09

A Polícia Civil do Ceará identificou o mandante e os suspeitos de serem os autores da morte de Gegê do Mangue, líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), e de seu comparsa, Fabiano Alves de Souza, o "Paca", no dia 15 de fevereiro.

Segundo a investigação, ao todo, seis pessoas estariam envolvidas no crime. Elas tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas estão foragidas --uma delas morreu.

Foram decretadas as prisões temporárias de Erick Machado Santos, conhecido por “Neguinho Rick da Baixada”; Ronaldo Pereira Costa; André Luiz da Costa Lopes, o “Andrezinho da Baixada; Thiago Lourenço de Sá de Lima e Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido “Fuminho”. Este último foi apontado pelos policiais como o mandante do crime.

Além disso, foi descoberto um patrimônio bem maior do que o inicialmente apontado na apuração, comandada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas. Ao todo, eles possuíam bens avaliados em mais de R$ 7 milhões.

A motivação do crime, porém, não foi esclarecida. Além dos suspeitos foragidos, também teria participado do crime Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, que foi morto por tiros de fuzil em São Paulo.

Ainda segundo a polícia, existem mandados de prisão contra outras duas pessoas: Samara Pinheiro de Carvalho Cavalcante e Magda Enoé de Freitas. Não foi informada, porém, qual a participação das duas mulheres no crime.

Divulgação/Polícia Civil
Mansão onde estariam "Gegê do Mangue" e "Paca" no Ceará Imagem: Divulgação/Polícia Civil

Patrimônio milionário

Os integrantes do PCC possuíam quatro imóveis. O mais caro deles, onde vivia Gegê, era uma casa luxuosa em Porto das Dunas, em Aquiraz, avaliada em R$ 2 milhões. A mansão foi adquirida em junho de 2017 e estava no nome de um “laranja”, identificado por José Cavalcante Cidrão --que também se encontra com mandado de prisão em aberto. 

Um segundo imóvel de luxo avaliado em R$ 1,8 milhão, na cidade do Eusébio, também foi descoberto nas investigações. A moradia seria para "Paca".

Um outro imóvel foi identificado em um condomínio na capital, mas não teve o valor de mercado divulgado. 

Além das três propriedades, existia uma mansão em Lagoa do Uruaú, em Beberibe, no valor de R$ 1,1 milhão. A dupla ainda tinha quatro veículos de luxo --avaliados em torno de R$ 2,5 milhões. Todos os bens foram sequestrados (apreendidos) por meio de mandados judiciais.

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"Helicóptero da morte" foi usado em emboscada que matou líderes do PCC Imagem: Divulgação

Sobre o helicóptero que teria sido estratégico no assassinato, as apurações apontaram que a aeronave ficou em uma empresa de táxi aéreo situado no bairro Eusébio, em Fortaleza, entre os dias 13 e 15 de fevereiro.

"Com isso, as equipes especializadas chegaram ao nome do piloto que realizou os voos, sendo este identificado por Felipe Ramos Moraes --com passagens pela Polícia de Minas Gerais, após ser preso por transportar drogas em um helicóptero. No dia do crime, conforme os registros colhidos pela PCCE na empresa, o veículo aéreo realizou dois voos. O primeiro ocorreu entre 9h28 e 9h50. Já o segundo, às 10h13, sendo este com destino à Bahia, de acordo com informações fornecidas pelo piloto à empresa", informou a polícia.