Mulher é mantida em cárcere privado pelo marido durante 5 anos no Paraná


Do UOL, em São Paulo
24/03/2025 00h12
Uma mulher de 23 anos foi mantida em cárcere privado pelo marido durante cinco anos. O caso ocorreu na zona rural de Itaperuçu, na Grande Curitiba.
O que aconteceu
Durante o cárcere ela engravidou e hoje tem um filho de quatro anos. Jean, também de 23 anos, é acusado de agredir física e psicologicamente a companheira. Segundo reportagem divulgada pelo Fantástico, eles se conheceram enquanto adolescentes, numa escola de ensino médio.
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Ela conseguiu ajuda da Casa da Mulher Brasileira. Após conhecer pela TV a atuação da instituição que oferece atendimento a mulheres em situação de violência, a vítima usou o celular do marido escondida para pedir socorro. Ela enviou um email, sem ele perceber.
Uma semana após a denúncia, a polícia chegou ao local e Jean foi preso. Segundo o Fantástico, ele negou as acusações em depoimento, mas a polícia encontrou evidências suficientes para incriminá-lo.
Antes disso, ela pediu ajuda a um frentista. Dias antes de procurar a Casa da Mulher Brasileira, a mulher entregou um bilhete ao funcionário de um posto de combustíveis. Ele acionou a polícia, mas as informações repassadas à investigação não ajudaram na identificação da vítima à época.
Vítima só podia sair acompanhada do marido. Segundo a denúncia da mulher, que não quis ser identificada, nos poucos lugares em que o marido a levava havia apenas membros da família do seu agressor. Câmeras de segurança foram instaladas na residência do casal para que Jean conseguisse monitorá-la enquanto ele estivesse trabalhando.
Homem está foragido. Após ser preso em flagrante, o agressor foi solto, por falta de antecedentes criminais. As investigações continuam, e o MP-PR (Ministério Público do Paraná) pediu a prisão preventiva, mas ele não foi encontrado. Se julgado e condenado, as penas podem chegar a até 17 anos de prisão.
O UOL não localizou a defesa do suspeito. A reportagem não divulgou o nome completo do agressor para preservar também a identificação da vítima e do filho do casal.
Ele exercia realmente um controle sobre a vida dela, sobre a liberdade dela, numa forma de violência psicológica.
Delegado Gabriel Fontana, da PC-PR (Polícia Civil do Estado do Paraná)