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Três anos após consulta pública, Parlamento britânico aprova Brexit

Do UOL, em São Paulo

09/01/2020 14h41Atualizada em 09/01/2020 20h41

Resumo da notícia

  • A Câmara dos Comuns aprovou o texto na tarde de hoje, por 330 a 231
  • O texto ainda será encaminhado à Câmara dos Lordes para ser votado na próxima semana
  • Após passar pelo Parlamento, o processo será concluído com assinatura da rainha Elizabeth 2ª
  • O Reino Unido pode deixar a União Europeia em 31 de janeiro, mas a saída só será completa ao fim de 2020, após longo processo de transição

O Parlamento Britânico aprovou o Brexit na tarde de hoje, por 330 votos a favor e 231 contra. A votação ocorreu na Câmara dos Comuns e será encaminhada para a Câmara dos Lordes, onde será votada na próxima semana. Com a aprovação total do texto, o Reino Unido deve deixar a União Europeia até o dia 31 de janeiro, três anos e meio após consulta pública feita em 2016, quando 52% dos britânicos foram a favor da saída do bloco.

"É hora de fazer o Brexit. Esse projeto faz isso", disse o ministro do Brexit, Stephen Barclay, ao encerrar a sessão.

Após ser votado novamente — o que, na visão de especialistas, deve ser feito sem contratempos — o processo será concluído com a assinatura da rainha Elizabeth 2ª ao fim do mês, até o dia 23 de janeiro.

Inicialmente negociado pela então primeira-ministra Theresa May, o texto foi modificado pelo atual ministro Boris Johnson, após chegar ao poder em julho, e recusado diversas vezes no Parlamento. A rejeição forçou três adiamentos na votação e provocou uma crise política; havia temor a respeito de perspectivas econômicas ocasionadas pela saída do bloco.

O acordo, que prevê um processo de transição até dezembro de 2020, de forma a evitar rupturas abruptas e negociar o futuro relacionamento entre o Reino Unidos e a UE, também deve ser ratificado pelo Parlamento Europeu.

O Brexit

Pela primeira vez desde que foi criada a União Europeia (em 1993) perderá um país-membro. O Reino Unido permaneceu 47 anos no bloco, quando ele ainda era nomeado de Comunidade Econômica Europeia.

O texto inclui, entre outras questões, os direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido, assim como os britânicos na UE; a conta — de cerca de 39 bilhões de libras — que Londres deve pagar para honrar seus compromissos financeiros com o bloco; e como manter aberta a fronteira terrestre na ilha da Irlanda.

Com informações das agências AFP e Reuters

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