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Mãe paga R$ 13 mil por 'exorcismo' da filha antes de ser decapitada por ela

Rita Camilleri, de 57 anos, foi esfaqueada mais de 100 vezes pela filha na Austrália - Reprodução/News.Au
Rita Camilleri, de 57 anos, foi esfaqueada mais de 100 vezes pela filha na Austrália Imagem: Reprodução/News.Au

Do UOL, em São Paulo

01/12/2020 12h21

Uma mãe desesperada pagou mais de US$ 2500 (mais de R$ 13 mil) para que uma "comunicadora espiritual" retirasse um "demônio" da filha. A vítima, identificada como Rita Camilleri, foi morta com mais de 100 facadas, esquartejada e decapitada, em 2019, na Austrália. No julgamento, a filha suspeita de ter cometido o crime, Jessica, se declarou inocente e afirmou que possui transtorno mental.

Uma amiga e a outra filha da vítima disseram no tribunal que a "comunicadora espiritual" cobrou US$ 5 mil para fazer o trabalho de tirar o demônio da filha da mulher de 57 anos.

"Ela [Rita] pagou US$ 2.500, mas nunca recebeu nenhum serviço. Acredito que ela estava desesperada por algo para ajudar", contou a filha e amiga, ponderando que os serviços prometidos não foram realizados.

Ainda no tribunal foi informado pela procuradoria que Jessica, que hoje tem 27 anos, gostava de filmes de terror incluindo a franquia de filmes "Jeepers Creepers" (2001), que é baseado em uma criatura demoníaca que come carne e devora pessoas como forma de substituir as partes do corpo dela.

Jessica Camilleri, de 27 anos, afirmou no julgamento que é inocente  - Reprodução/News.Au - Reprodução/News.Au
Jessica Camilleri, de 27 anos, afirmou no julgamento que é inocente
Imagem: Reprodução/News.Au

O crime aconteceu em 21 de julho do ano passado no oeste de Sydney, na Austrália, e segundo o promotor Tony McCarthy, a cabeça decapitada de Rita foi encontrada em trilha perto da casa dela. Enquanto as outras partes do corpo, como a ponta do nariz, foram encontradas no chão da cozinha da residência.

Diante da juíza Helen Wilson foi explicado que Jessica teria esfaqueado a própria mãe mais de 100 vezes enquanto dizia: "Continuei esfaqueando, esfaqueando e esfaqueando, arrancando sua cabeça", informou o site News.Au.

O promotor ainda afirmou que a jovem tinha "uma longa história de agressão a pessoas" e sua mãe, Rita, tinha se tornado "excessivamente protetora e defensiva" para cuidar da filha mesmo com os casos. Além disso, Jessica já tinha ameaçado membros da família e pessoas aleatórias por telefone. Entre os ataques estavam as ameaças de cortar a cabeça das pessoas com uma faca.

Após o ataque, Jessica chamou a emergência e alegou agir em "legítima defesa". Quando o socorro chegou ao local, encontrou a jovem na rua em frente de casa, coberta de sangue e segurando uma garrafa de água nas mãos. Ela ainda contou que sua mãe teria a agarrado pelos cabelos dentro de casa e tentou esfaqueá-la primeiro.

Nathan Steel, advogado de defesa de Jessica, solicitou que o júri deixar a emoção de lado e decidir o caso com base nas evidências. "Devido aos efeitos de suas condições mentais, ela tinha uma capacidade prejudicada no momento dos eventos", informou o advogado.

A irmã de Jéssica confirmou ao tribunal que a jovem tinha sido diagnosticada com distúrbios mentais, incluindo dislexia e Transtorno de Déficit de Atenção, e havia sido intimidada por outros alunos na escola quando estudava. Além disso foi informado que o comportamento de Jessica mudou após o pai dela sair de casa pois ele "tinha controle sobre ela e [cobrava] disciplina [dela]".

A estimativa é que o julgamento da mulher continue por mais cinco dias e ela pode ser condenada pelo crime.

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