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Refugiados de Aleppo são barrados na "porta da paz"

Benjamin Barthe

Enviado especial a Kilis (Turquia)

Os sírios a chamam de Bab al-Salamah, a “porta da paz”. é um ponto de passagem para a Turquia, ao norte de Aleppo, uma saída do inferno para todos os habitantes dessa região, sujeitos ao fogo ininterrupto dos caças bombardeiros russos. Mas Bab al-Salamah não quer se abrir. Dez dias após o início da ofensiva das forças lealistas na província de Aleppo, e enquanto dezenas de milhares de sírios se amontoam nos acampamentos improvisados dos arredores, o posto fronteiriço permanece fechado. Apesar das promessas do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, as autoridades locais não parecem estar com pressa em receber uma nova onda de refugiados que se somariam aos 2,5 milhões de sírios já presentes. “Nosso objetivo por enquanto é manter o quanto possível essa onda de imigrantes para além das fronteiras da Turquia, e de lhes fornecer os serviços necessários nesse local”, admitiu na segunda-feira o vice-premiê Numan Kurtulmus.

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