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Episódio do "homem do chapéu" expôs crise da Justiça belga

Jean Baptiste Jacquin

  • Reprodução/Twitter/@BFMTV

    O "homem do chapéu", à direita, em imagens divulgas pela polícia belga

    O "homem do chapéu", à direita, em imagens divulgas pela polícia belga

Após os atentados do dia 22 de março em Bruxelas, o episódio do “homem do chapéu” foi motivo de chacota para algumas pessoas. Ele teria revelado a deficiência da Justiça e da polícia da Bélgica. Suspeito de ser o homem que acompanhava os dois homens-bomba do aeroporto, Fayçal C. foi preso no dia 24 de março. Após 48 horas de custódia, ele foi indiciado por “assassinato terrorista” por um juiz de instrução no dia 26 de março, preso e... liberado no dia 28 de março.  O “homem do chapéu” visto pelas câmeras de vigilância era um outro indivíduo, que foi identificado posteriormente. Para os magistrados belgas, a intervenção rápida de um juiz no processo permite que sejam dadas garantias aos cidadãos, ao contrário da custódia francesa, que em matéria de terrorismo pode durar até seis dias, sem lugar para um debate aberto.

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