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"Projeto Moscou" tenta resolver o mistério da relação de Trump com a Rússia

Michelle Goldberg

  • Alexander ShcherbakTass via Get

    O presidente dos EUA, Donald Trump (esq.), cumprimenta o embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak, durante encontro no Salão Oval da Casa Branca, em maio

    O presidente dos EUA, Donald Trump (esq.), cumprimenta o embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak, durante encontro no Salão Oval da Casa Branca, em maio

Em 27 de agosto, Harry Reid, o líder da bancada democrata no Senado, enviou uma carta a James Comey, o então diretor do FBI (Birô Federal de Investigação, a polícia federal americana), pedindo uma investigação dos laços entre Donald Trump e a Rússia. "As evidências de uma conexão direta entre o governo russo e a campanha presidencial de Donald Trump continuam crescendo", escreveu Reid. O gabinete de Reid tinha recebido uma cópia do agora infame dossiê Steele, um relatório sobre as conexões de Trump com a Rússia compilado por um ex-espião britânico, e estava tentando desesperadamente fazer tanto jornalistas quanto autoridades do governo considerarem seriamente a ideia de que Trump estava comprometido. Havia ampla suspeita na capital das conexões de Trump com a Rússia; graças a uma gravação secreta obtida pelo jornal "The Washington Post", agora sabemos que o líder da maioria na Câmara, Kevin McCarthy, disse a seus colegas em junho do ano passado que ele achava que Trump estava sendo pago por Putin. Mas de alguma forma, em meio ao caos e bizarrice da campanha, a história da Rússia nunca veio à tona.

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