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Marina Silva: Bolsonaro precisa se isolar e 'parar de infectar o Brasil'

Do UOL, em São Paulo

25/03/2020 17h29Atualizada em 25/03/2020 19h52

A ex-senadora e ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-AC), criticou o pronunciamento feito ontem por Jair Bolsonaro (sem partido), cujo tom minimizou a gravidade da pandemia do novo coronavírus. Marina chamou as ideias do presidente de "suicidas" e defendeu "isolamento político" de Bolsonaro para que ele pare de "infectar o Brasil".

"O ministro da Saúde terá que fazer uma escolha: continuar honrando seu diploma de médico ou ceder às chantagens do presidente Jair Bolsonaro, com suas ideias irresponsáveis, autoritárias e suicidas", disse a ex-senadora em vídeo publicado nas redes sociais. "Ele, Jair Bolsonaro, precisa ser colocado no seu devido lugar, em isolamento político, para parar de infectar o Brasil."

Marina ainda diz que o momento é um dos piores que a humanidade já atravessou, lembrando que há, neste momento, cerca de 3 bilhões de pessoas em isolamento social para conter a disseminação da covid-19, seguindo as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de autoridades médicas e sanitárias de seus países.

"Na contramão de tudo isso", continua a ex-ministra, "o presidente Jair Bolsonaro deixou todos os brasileiros e brasileiras estarrecidos quando desautorizou seu ministro da Saúde, como médico que é, que vinha orientando adequadamente o Brasil neste momento de tamanha dificuldade", completou, fazendo referência a Luiz Henrique Mandetta.

A ex-senadora também comentou o trecho do pronunciamento em que Bolsonaro diz que, "como atleta que é", não seria muito afetado pela covid-19, voltando a chamar a doença de "gripezinha". "[Ele] tripudiou de todos aqueles que já perderam familiares e principalmente dos médicos, médicas, enfermeiros e enfermeiras que estão arriscando suas vidas para poder cuidar da nossa saúde", criticou.

Ao final, antes de pedir que Bolsonaro pare de "infectar o Brasil", Marina ainda afirmou que o presidente não é super-herói e deveria aprender a se comportar conforme as exigências do cargo que ocupa. "Se não tem autoridade técnica para falar de saúde, deveria fazer aquilo que qualquer líder com alguma autoridade ética estaria fazendo: tratando de diminuir o sofrimento do povo brasileiro", declarou a ex-senadora.

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