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Disparo em massa apesar de ordem judicial é "absurdo", diz relatora de CPI

Tabela de preços de empresa de disparos de mensagem em massa pelo WhatsApp vetada pela Justiça de atuar - Reprodução
Tabela de preços de empresa de disparos de mensagem em massa pelo WhatsApp vetada pela Justiça de atuar Imagem: Reprodução

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

02/07/2020 20h40

A relatora da CPMI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), disse hoje considerar "absurdo" a continuidade de envio de mensagens em massa via Whatsapp às vésperas das eleições municipais, apesar de proibição da Justiça.

Eu acho absurdo porque está mais ou menos claro que é uma empresa de fachada, que é uma forma de burlar a decisão judicial"
Lídice da Mata, relatora da CPI das Fake news

A Yacows, que trabalhou para as campanhas de Jair Bolsonaro (sem partido) e de Fernando Haddad (PT), em 2018, foi proibida pela Justiça de fazer disparos em massa usando o aplicativo de mensagens. Reportagem do UOL revelou hoje, porém, que ela recorreu a outra empresa para manter-se ativa — a Unifour, aberta 22 dias após a decisão judicial que proibiu a Yacows de atuar.

Já Sallapp, outra empresa responsável por disparos automatizados durante a campanha eleitoral presidencial, foi multada por desobediência após permanecer na ativa após ser barrada pela Justiça.

Lídice de Mata disse que precisa analisar com os advogados da CPI que medidas podem ser tomadas. Um dos problemas é que a comissão de inquérito está sem se reunir por falta de tecnologia suficiente para realizar reuniões virtuais em razão da pandemia do novo coronavírus. Elas só acontecem para o plenário da Câmara e do Senado, não para as comissões.

Existem quase 60 pedidos de quebras de sigilo na CPI pendentes de análise pelos deputados e senadores.

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