Cirurgia de redução de estômago pode prevenir obesidade

São Paulo - A história de uma família canadense exemplifica por que cientistas pesquisam se a propensão à obesidade seria uma característica puramente genética ou se também há algo no útero materno que possa programar o feto para ser obeso.

Kathy Perusse, de 39 anos, já tinha dois filhos quando passou por cirurgia de redução de estômago, em 1995. Após emagrecer mais de 50 quilos, ela teve mais duas crianças. Os mais velhos, de 22 e 16 anos, têm sobrepeso; os mais novos, de 7 e 4 anos, até o momento têm peso normal. A ideia é recente, e os cientistas ainda não encontraram uma explicação biológica para ela. Mas, se esse mistério for desvendado, poderia ser desenvolvida uma maneira de impedir que a obesidade fosse transmitida de geração para geração.

Um cientista que estuda o tema é John Kral, da Universidade Estadual de Nova York, em parceria com pesquisadores de um hospital em Quebec. Ele observou que filhos de mulheres que eram obesas antes da operação de redução de estômago, nascidos após a intervenção, têm menos tendência à obesidade e têm níveis menores de gordura no sangue.

Uma das hipóteses é que a cirurgia torna os corpos das mulheres menos eficientes na digestão e absorção de alimentos e isso diminuiria seus níveis de açúcar e gordura no sangue. Isso reduziria o número de calorias que é fornecido ao feto. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

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