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Um em cada quatro brasileiros infectados com o vírus da Aids desconhece sua situação

O ministro Alexandre Padilha analisa dados do boletim epidemiológico do HIV no Brasil - Elza Fiuza/ABr
O ministro Alexandre Padilha analisa dados do boletim epidemiológico do HIV no Brasil Imagem: Elza Fiuza/ABr

Do UOL, em São Paulo

20/11/2012 14h21

O governo estima que entre 490 mil e 530 mil adultos estão infectados com o vírus da Aids no Brasil. Desses, 135 mil ainda não sabem que convivem com HIV e, portanto, não buscam tratamento adequado na rede pública. Isso significa que um em cada quatro brasileiros (25,5%) infectados com o vírus desconhece sua situação de risco.

Os dados fazem parte do novo Boletim Epidemiológico da doença, divulgado nesta terça-feira (20), parte das ações em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no próximo 1º de dezembro.

Para reverter o quadro, o Ministério da Saúde montou uma campanha de mobilização nacional para incentivar o teste rápido de HIV, sífilis e hepatites virais (dos tipo B e C).

Nos próximos dez dias, entre esta terça-feira (20) e o Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º), todas as pessoas que quiserem saber sua condição podem procurar as unidades da rede pública e os CTAs (Centros de Testagem e Aconselhamento).

Com apenas uma gota de sangue colhida, o resultado do teste rápido sai em 30 minutos. A pessoa recebe aconselhamento antes e depois do exame e, em caso positivo, ela é encaminhada para o serviço especializado.

“O diagnóstico precoce produz dois impactos positivos: o individual e o coletivo. Primeiro, é importante que o paciente saiba que está infectado, isso possibilita um tratamento eficaz e mais rápido, reduzindo os riscos e melhorando a qualidade de vida”, diz o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. “Segundo, reduz a carga viral negativa. Viver com HIV não é simples, mas saber é muito melhor.”

Testes rápidos

Desde a sua implantação, foi registrado aumento de 340% no número de testes ofertados no país: de 528 mil (2005) para 2,3 milhões (2011). De janeiro a setembro deste ano, já foram distribuídas 2,1 milhões de unidades do exame. A expectativa do governo é fechar 2012 com a remessa de cerca de 2,9 milhões apenas para detecção do HIV.

Para a campanha nacional, o Ministério da Saúde enviou às capitais 386.890 testes rápidos para HIV, 182.500 para sífilis, 93 mil para hepatite B e 93 mil para a C. No total, foram 755.390 unidades, conforme a solicitação de cada Estado. Os testes rápidos para diagnóstico de HIV/aids, hepatites virais e sífilis são gratuitos na rede pública.

A realização do teste é recomendada para toda a população, especialmente para alguns grupos populacionais em situação de maior vulnerabilidade para a infecção pelo HIV, como homens que fazem sexo com homens (HSH) (54%), mulheres profissionais do sexo (65,1%) e usuários de drogas ilícitas (44,3%). Isso porque a epidemia no Brasil é concentrada e o país focaliza, prioritariamente, as ações de prevenção do governo federal nessas populações.

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