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Vacinação contra HPV começa nesta segunda-feira; especialista tira dúvidas

Do UOL

Em São Paulo

10/03/2014 05h00Atualizada em 10/03/2014 16h40

A partir desta segunda-feira (10),  todas as garotas brasileiras de 11 a 13 anos terão direito a se vacinar contra o vírus do HPV (papilomavírus humano) na rede pública de saúde. No ano que vem, a faixa etária da campanha será ampliada para a partir dos nove anos. Por se tratar de uma doença sexualmente transmissível, o assunto deixa jovens e pais cheio de dúvidas. Para esclarecer algumas questões enviadas por internautas, Jairo Bouer trouxe ao @saúde o pediatra Gabriel Oselka, especialista em imunização do Cedipi, em São Paulo. 

Oselka eslareceu que essa vacina já foi administrada em mais de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. "Efeitos colaterais graves não foram caracterizados até agora", garante. Mas o médico avisa que, assim como para outras vacinas, existe o risco - embora pequeno - de síncopes, ou seja, desmaios, após a aplicação da dose. O problema não é grave, nem deixa sequelas, mas pode ser um pouco assustador, por isso o ideal é que se espere alguns minutos sentada após receber a injeção.

No sistema público, a vacina é administrada em três doses,  sendo a segunda aplicada depois de seis meses, e a última, cinco anos após a primeira. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo, formado por 5,2 milhões de meninas. A vacina distribuída na rede pública previne contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo.

O especialista lembra que a vacinação é complementar a outros cuidados para a prevenção do HPV, como o uso da camisinha, já que o produto protege contra os principais tipos de vírus causadores de câncer de colo de útero e outras doenças, mas não contra todos os tipos de HPV. 

O objetivo da campanha do Ministério da Saúde é vacinar as garotas antes que elas iniciem a vida sexual e possam ter contato com o vírus. A faixa etária de 9 a 13 anos, segundo estudos, é a que alcança o melhor resultado de imunização. Mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso da vacina em mulheres de até 27 anos e também em homens. Nesses casos, é preciso pagar pela imunização. 

Assista à íntegra desta entrevista e aos demais programas no UOL Saúde. E se você tem alguma pergunta sobre saúde, sexo ou comportamento, envie para drjairobouer@uol.com.br. Algumas questões serão selecionadas e respondidas nos futuros vídeos.

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