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Idoso desaparece após ser levado para hospital público no DF

Imagem de arquivo de Sebastião Vicente da Silva, que desapareceu em hospital em Taguatinga - Arquivo pessoal
Imagem de arquivo de Sebastião Vicente da Silva, que desapareceu em hospital em Taguatinga Imagem: Arquivo pessoal

Jéssica Nascimento

Colaboração para o UOL, em Brasília

21/02/2018 14h01

A Polícia Civil investiga o desaparecimento de um idoso após ser internado no Hospital Regional de Taguatinga, a 20 km do centro de Brasília. Sebastião Vicente da Silva, de 85 anos, chegou ao local no domingo (18), após sofrer um princípio de AVC (acidente vascular cerebral). A família diz que os funcionários não permitiram que um acompanhante dormisse com o homem. Ao retornarem no dia seguinte para visita, ninguém soube informar sobre o paradeiro dele.

Sebastião Vicente chegou ao hospital por volta de 9h. Às 18h, a direção teria pedido que a família se retirasse. Às 23h, uma funcionária percebeu que o paciente já não estava mais no leito.

No sistema do hospital consta que Sebastião Vicente deu entrada em Taguatinga, mas não a saída.

Em nota, o hospital diz que o paciente "tinha se evadido" antes de receber medicação. "O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) informa que o paciente foi deixado pelos familiares na sala de admissão para atendimento, onde não é permitida a permanência de acompanhantes que devem aguardar por notícias na recepção. O paciente recebeu assistência inicial e quando a enfermeira voltou para fazer a medicação, constatou que ele tinha se evadido", diz a nota.

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"Pela lógica, era para os atendentes terem avisado imediatamente após o desaparecimento, mas esperaram amanhecer. Quando internamos, a médica disse que ele ficaria tomando soro e, no dia seguinte, a gente poderia vir buscar. Mas por que não deixaram ter um acompanhante? Ele é idoso, tem 85 anos. Surreal ficar sozinho. E como ficou, o hospital tinha que cuidar", diz o empresário Leonardo Cruz da Silva, de 31 anos, neto do idoso.

Ao UOL, a Secretaria de Saúde disse o paciente estava consciente e lúcido quando chegou ao hospital. Segundo a pasta, o médico solicitou ecocardiograma, raio X de tórax e exames laboratoriais. "O paciente estava agitado, mais de uma vez ameaçou ir embora e foi levado de volta ao leito por várias vezes, além de ter arrancado o acesso para medicação. Não foi contido (amarrado) na maca porque como estava muito agitado poderia machucar-se. Apesar da vigilância da equipe médica e de enfermagem o paciente evadiu-se", disse em nota.

"A Secretaria de Saúde esclarece que quando o paciente está consciente e orientado, e se recusa a se submeter à conduta terapêutica, ele não pode ser contido. Os profissionais de saúde orientam os pacientes, quando há risco de evasão, quanto à necessidade de permanecer com o tratamento na unidade. Como não se tratava de internação compulsória, não cabe ao Hospital registrar o desaparecimento", acrescenta.

A Secretaria disse ainda que a sala de admissão ou box de emergência é uma área restrita aos profissionais, onde são recebidos pacientes graves, vítimas de traumas e acidentes. O local tem capacidade para quatro leitos e no domingo tinha 21 pacientes. Disse também que a acompanhante aguarda notícias em uma área externa, mas a filha do idoso não ficou no local.

Contato

Quem tiver informações sobre o desaparecido, pode entrar em contato:

(61) 98513 1319 - Gerson

(61) 98466 6051 - Leonardo

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