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Ao presidente da França, Zuckerberg rejeita apagar posts de ódio em 24h

Yoan Valat/AFP
O presidente da França, Emmanuel Macron, posa com executivo-chefe e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, antes de sua reunião no palácio Elysee, em Paris Imagem: Yoan Valat/AFP

Da EFE, em Paris

2019-05-12T12:58:00

12/05/2019 12h58

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg, analisaram nesta sexta-feira (10) a maneira de conter o discurso de ódio na internet, em um momento no qual o governo francês quer endurecer a legislação do país sobre o conteúdo postado nas redes sociais.

O objetivo já anunciado por Macron é poder retirar o conteúdo denunciado em 24 horas e promover a adoção de uma legislação similar dentro da União Europeia (UE).

Zuckerberg, que foi ao Palácio do Eliseu, sede do governo da França, deseja por outro lado limitar o alcance de uma postagem. Em vez de excluir o conteúdo, a proposta seria criar ferramentas para que outros usuários não possam compartilhá-lo ou evitar que esse material seja sugerido na linha do tempo de outras pessoas.

Segundo fontes do governo da França, o fundador do Facebook teria criticado o prazo de 24 horas e sugerido que ele não aparecesse na nova legislação que deve ser proposta por Macron. Não há, por enquanto, um calendário para que as medidas sejam discutidas.

Zuckerberg também pediu à França a "mínima incerteza possível em nível jurídico" na desejada regulamentação dos conteúdos, para poder se adaptar bem às mudanças aplicadas no país.

Os dois, segundo as fontes, saíram satisfeitos da reunião, que precede encontros nos quais o assunto também será abordado, como a conferência internacional Viva Technology, que acontecerá nos próximos dias 16 e 18 de maio em Paris, ou a Cúpula do G7, em agosto, na cidade de Biarritz, no sudoeste da França.

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