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Pelo menos 22 mortos em dois naufrágios no mar Egeu

Resgatistas salvam bebê após naufrágio perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodes, na Grécia - Giorgos Moutafis/Reuters
Resgatistas salvam bebê após naufrágio perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodes, na Grécia Imagem: Giorgos Moutafis/Reuters

Em Atenas

30/10/2015 06h43

Pelo menos 22 migrantes, incluindo 13 crianças, morreram afogados na madrugada desta sexta-feira perto das ilhas gregas de Kalymnos e Rodes, em dois novos naufrágios de embarcações procedentes da Turquia, anunciou a polícia portuária da Grécia.

Outras 144 pessoas foram resgatadas.

A tragédia é a mais recente de uma série de naufrágios na quarta-feira e quinta-feira, que deixaram 17 mortos, incluindo 11 crianças.

O naufrágio perto de Kalymnos aconteceu quando um barco que transportava quase 150 pessoas, segundo testemunhas, virou no meio da noite. Na manhã desta sexta-feira, as equipes de emergência grega haviam recuperado 19 corpos, incluindo mulheres, crianças e e bebês.

Perto da ilha de Rodes, mais ao sul, o naufrágio de outro barco provocou as mortes de uma mulher, uma criança e um bebê. Outras três pessoas são procuradas e três passageiros foram resgatados.

As críticas dos voluntários que trabalham nas ilhas à Frontex - a agência europeia de controle das fronteiras externas da UE - explodiram nas redes sociais, com acusações de falta de ação das patrulhas para salvar vidas.

Na quinta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) manifestou preocupação e destacou que o agravamento das condições meteorológicas piora a situação dos migrantes.

O governo grego pediu à Europa garantias de segurança aos refugiados com a oferta de meios legais de acesso à UE.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pretende discursar nesta sexta-feira no Parlamento sobre a questão migratória, após os questionamentos da oposição.

Desde o início do ano, 560.000 migrantes e refugiados chegaram à Grécia pelo mar, de mais de 700.000 que entraram na Europa depois de atravessar o Mediterrâneo, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Mais de 3.200 pessoas morreram durante as viagens, segundo a OIM.