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Furacão Harvey chega à costa do Texas

26/08/2017 01h05

San Antonio, Estados Unidos, 26 Ago 2017 (AFP) - O potente furacão Harvey tocou o solo na costa do Texas nesta sexta-feira à noite, onde já foi declarado estado de catástrofe natural, chegando com uma força inédita em uma década e fazendo prever "inundações catastróficas" provocadas por tempestades.

Harvey, que se fortaleceu e atingiu categoria quatro nas últimas horas, chegou à costa às 22h locais (00h, em Brasília), perto da cidade de Rockport, com ventos de 215 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami.

Hoje, o presidente americano, Donald Trump, declarou estado de catástrofe natural no Texas, o que permitirá acelerar a ajuda federal para as zonas mais afetadas.

"Obviamente, já podemos dizer que, neste ponto, será uma grande catástrofe natural", declarou o governador Greg Abbott, que enviou 1.000 membros da Guarda Nacional de seu estado para enfrentar o furacão.

"Por pedido do governador do Texas, assinei a Declaração de Desastre, que libera toda força da ajuda governamental", tuitou Trump.

Segundo o último informe do Centro Nacional de Furacções (NHC), com sede em Miami, Harvey avançava com ventos de 215 km/h, que "se estendiam pelo centro da costa do Texas".

- Inundações devastadoras -Centenas de milhares de habitantes da costa do Golfo dos Estados Unidos receberam nesta sexta-feira ordens de evacuação, pois se teme que o furacão provoque inundações "devastadoras e ameaçadoras para a vida" em uma área em que as refinarias processam sete milhões de barris de petróleo por dia.

Às 23h GMT (20h em Brasília), Harvey avançava a 8 km/h e se encontrava a 70 km de Corpus Christi, que será a primeira cidade de sua trajetória.

Os serviços de emergência estão em pé de guerra na cidade de 300.000 habitantes, enquanto as autoridades estão preocupadas com os moradores que se empenham em permanecer em seus lares, inclusive arriscando suas vidas.

"Sempre tem gente que quer ficar, é sua decisão, mas têm de entender que terão de ficar lá até que passe a tormenta, se precisarem de ajuda", afirmou Matt Sebesta, funcionário do condado de Brazoria, próximo a Houston.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos assegurou que resgatou por ar dezenas de pessoas de Corpus Christi. Cerca de 26.000 pessoas já perderam o serviço de eletricidade, segundo a AEG Texas.

"O Texas está a ponto de sofrer um desastre muito grande", disse à CNN o diretor da agência federal de gestão de emergências (FEMA), Brock Long.

"A janela de evacuação está se fechando rapidamente", alertou.

Corpus Christi, que concentra a maioria das refinarias do Texas e aonde o furacão chegará na noite de sexta, ou na madrugada de sábado, emitiu ordens de evacuação voluntária, enquanto as evacuações foram obrigatórias nos povoados costeiros de Port Aransas e Aransas Pass.

Autoridades de Houston, cidade que também está na trajetória prevista da tempestade, ordenaram o fechamento das escolas até segunda-feira.

- Centro petroleiro -Harvey provocará 890 mm de chuva em algumas regiões do Texas entre sexta e quarta-feira da semana que vem.

"Esperam-se inundações catastróficas em partes do sul e sudeste do Texas", advertiu o NHC.

Long, o chefe da FEMA, disse que o perigo maior são as ondas, que podem subir entre 1,8 e 3,7 metros sobre o nível regular do mar nas zonas mais afetadas da costa do Texas.

Com um terço da capacidade de refino petroleiro do país sob ameaça, várias companhias de energia evacuaram seus funcionários das plataformas de petróleo e gás no chamado "Refinery Row", o corredor de refinarias.

A tempestade atingirá a vizinha Luisiana durante vários dias e pode afetar seriamente Nova Orleans. O governador John Bel Edwards disse que falou com o presidente Donald Trump, que "ofereceu todo o seu apoio".

"Isto durará até a próxima semana", disse Edwards à imprensa, "o que faz que seja particularmente perigoso".

O governador emitiu uma declaração de emergência para todo o estado.

Em Nova Orleans, onde o furacão Katrina provocou graves inundações e causou a morte de mais de 1.800 pessoas em 2005, o prefeito Mitch Landrieu disse a jornalistas que várias equipes de resgate estavam preparadas para a eventualidade, mas que ainda não foram previstas evacuações.

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