Katia atinge México e passa de furacão a tempestade; país se recupera de terremoto

Em Tecolutla

  • Yuri Cortez/Mexico

O furacão Katia tocou a terra na noite de sexta-feira na costa do estado mexicano de Veracruz, no Golfo do México, perdendo força e passando à categoria 1 na escala Saffir-Simpson (até 5), antes de ser rebaixado novamente à categoria de tempestade tropical.

O fenômeno atingiu o país 24 horas depois do terremoto de 8,2 graus de magnitude, o maior registrado no México em 100 anos, que deixou ao menos 61 mortos e mais de 200 feridos.

Katia tocou a terra no norte de Tecolutla, México, com ventos firmes de 120 km/h, informou um boletim das 03H00 GMT (24H00 Brasília) do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

O fenômeno perdeu força durante a madrugada, depois de atingir a costa leste do país. As ruas de Tecolutla, localidade de 8.000 habitantes, amanheceram com árvores e postes derrubados, mas sem obstruir a passagem dos veículos.

As autoridades temiam que a passagem do furacão Katia poderia provocar fortes chuvas e inundações de rios, no momento em que o México começa a se recuperar do terremoto de quinta-feira à noite.

O governo decretou alerta na costa de Veracruz, no vizinho estado de Tamaulipas e em outras zonas do centro e do leste do país na rota do furacão. Mais de um milhão de pessoas poderiam ser afetadas pela passagem de Katia.

61 mortos no terremoto

Peña Nieto confirmou o balanço de 61 vítimas fatais no terremoto da véspera, das quais 45 no estado de Oaxaca, 12 em Chiapas e quatro em Tabasco. Ele fez o anúncio na cidade de Juchitán, a mais atingida pelo sismo, com 36 mortos até agora.

As autoridades advertiram para a possibilidade de uma réplica superior a 7 graus nas 24 horas posteriores ao sismo, o que apressa os trabalhos de resgate nas zonas afetadas.

Teme-se, ainda, que o número de vítimas aumente. Em Juchitán, cidade de 100 mil habitantes com forte presença da etnia zapoteca, situada ao sul de Oaxaca, o terremoto reduziu a escombros o Palácio Municipal.

Na madrugada, um morador solitário se aventurou em meio aos destroços do que foi uma majestosa construção colonial para resgatar uma bandeira mexicana e agitá-la, uma imagem registrada em vídeo, que viralizou nas redes sociais.

Muitas casas, escolas e o mercado estavam partidos ao meio, outros expunham suas entranhas, com tapumes quebradas, vigas metálicas dobradas e vidros quebrados.

A Cidade do México, cidade com mais de 20 milhões de habitantes, que não esquece o pesadelo do sismo de 19 de setembro de 1985, de 8,1 graus, que deixou em ruínas vastas zonas com mais de dez mil mortos, aguardava com expectativa a ocorrência de uma réplica.

A megalópole, que às sextas-feiras costuma ser animada e caótica, estava parcialmente deserta em amplos setores. As escolas públicas e algumas privadas suspenderam as aulas para verificar se havia danos estruturais em suas instalações, enquanto algumas empresas só convocaram os trabalhadores essenciais.

Autoridades e especialistas esclareceram que desta vez a distância com o epicentro foi de 700 km, enquanto em 1985 foi de uns 400 km e daí seu impacto foi menor no centro do país.

O tremor ocorreu às 23H49 locais de quinta-feira (01H49 de sexta, hora de Brasília) perto da localidade de Tonalá (Chiapas), a 100 km da costa e a uma profundidade de 19 km.
 

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