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Partido de Morales e sindicatos exigem eleições em setembro

26/07/2020 16h44

La Paz, 26 Jul 2020 (AFP) - Líderes de Cochabamba do partido do ex-presidente boliviano Evo Morales ameaçaram neste domingo com uma mobilização permanente se o Supremo Tribunal Eleitoral não restabelecer a data de 6 de setembro após um adiamento para o mês de outubro.

"Damos até domingo, 26 de julho, para que o Supremo Tribunal Eleitoral se manifeste, retificando sua posição. Caso contrário, iniciaremos nossa mobilização permanente a partir de segunda-feira, 27 de julho", afirmou em um comunicado a liderança do Movimento ao Socialismo (MAS) de Cochabamba, no centro do país.

Diante de um aumento nas infecções por coronavírus, o Supremo Tribunal Eleitoral adiou as eleições presidenciais e legislativas que ocorreriam em 6 de setembro para 18 de outubro.

Essas eleições são realizadas após a anulação das realizadas em outubro de 2019 e que levaram à renúncia de Morales um mês depois, em meio a acusações de fraude.

O MAS e suas bases de trabalhadores, camponeses e plantadores de coca consideram que o adiamento das eleições objetiva prejudicar seu candidato, Luis Arce.

Arce e o ex-presidente do centro Carlos Mesa estão empatados em 26% nas intenções de voto. Depois dele aparece com 14% Jeanine Áñez, que assumiu a presidência interina da Bolívia após a renúncia de Morales.

Líderes do principal sindicato boliviano ameaçaram "convulsionar o país" se o TSE não redefinir a data de 6 de setembro para as eleições, que foram aprovadas pelo congresso nacional, e convocaram um conselho em La Paz na terça-feira onde pretendem instruir um greve geral e bloqueios das rodovias nacionais.

As autoridades do governo anunciaram ações penais contra aqueles que tentarem tensionar o país em um momento em que se tenta conter a pandemia.

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