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1 mês

Cuba bate recordes por covid-19 em meio a 'grandes desafios', afirma Opas

28/07/2021 15h01

Washington, 28 Jul 2021 (AFP) - Cuba registrou nesta semana números recordes de casos e mortes por covid-19 desde o início da pandemia, em meio a "grandes desafios" econômicos e sanitários, disse a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nesta quarta-feira (28).

A diretora da Opas, Carissa Etienne, afirmou que as taxas de infecção e mortes são as mais altas na ilha caribenha desde que foi declarada a emergência sanitária global pelo coronavírus no início de 2020.

"Todas as faixas etárias estão afetadas: na última semana, mais de 7.000 menores e quase 400 mulheres grávidas deram positivo à covid-19", disse em coletiva de imprensa.

"A transmissão da covid-19 continua muito ativa em Cuba", afirmou o diretor de Emergências em Saúde da Opas, Ciro Ugarte, destacando o aumento da ocupação de leitos em centros médicos e hospitais de campanha instalados nas províncias mais afetadas.

Segundo as autoridades cubanas, o aumento das infecções se deve à variante Delta, altamente contagiosa e que circula em várias partes do país, acrescentou.

A Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que o número de casos permaneça alto em Cuba em agosto e alertou sobre outros problemas sanitários na ilha.

"Sabemos que (...) Cuba enfrenta grandes desafios econômicos. No setor da saúde, nos últimos meses, houve uma redução significativa da disponibilidade de medicamentos e suprimentos essenciais para a covid-19, mas também para outras doenças em todo o país", destacou Ugarte.

"Esperamos que o país consiga reduzir a transmissão e o número de casos, mas os desafios continuam", acrescentou.

Cuba registrou nas últimas duas semanas cerca de 870 casos de covid-19 a cada 100.000 habitantes, ocupando o primeiro lugar na América Latina e o sexto no mundo por quantidade de casos, segundo dados oficiais coletados pela AFP.

Na semana de 22 a 28 de julho, registrou um recorde de 57.524 casos, um aumento de 30% em relação à semana anterior, e 488 mortes (+18,2%).

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