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Irã aceita retomar negociações em Viena sobre acordo nuclear

27/10/2021 15h04

Bruxelas, 27 Out 2021 (AFP) - O Irã concordou em retomar no próximo mês as negociações sobre seu programa nuclear com as potências mundiais, informou nesta quarta-feira (27) o vice-ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, após discussões com mediadores da União Europeia (UE) em Bruxelas.

"Concordamos em iniciar as negociações antes do final de novembro. A data deve ser anunciada na próxima semana", escreveu no Twitter Ali Bagheri, que também atua como negociador-chefe de Teerã na questão nuclear.

"Tive uma conversa séria e construtiva com Enrique Mora sobre os elementos essenciais de uma boa negociação", afirmou Bagheri sobre o seu encontro com o mediador europeu.

"Não há nada para anunciar por enquanto" do lado de Bruxelas, disse uma fonte europeia após o encontro.

"Depois de ter avaliado as discussões entre Bagheri e Mora, decidiremos a data na qual iniciaremos as negociações com o grupo 4+1 (dos cinco Estados signatários), mas não será muito demorado", declarou em Teerã o chefe da diplomacia iraniana Hossein Amir-Abdollahian.

"As negociações devem acontecer em Viena", acrescentou a fonte europeia em Bruxelas.

Os iranianos pediram uma conversa com Enrique Mora para "discutir assuntos que ficaram paralisados" após a conversa com o negociador europeu em 14 de outubro em Teerã.

"Querem esclarecimentos sobre o texto que está sobre a mesa (em Viena) e sobre os contatos bilaterais com alguns países signatários", disse um responsável europeu na semana passada.

Mas não foi de forma alguma uma questão para os europeus negociarem qualquer coisa bilateralmente com os representantes do governo iraniano.

A União Europeia pressiona os iranianos a retomarem as negociações iniciadas em Viena para salvar o moribundo acordo nuclear, que impediria a República Islâmica de ter uma arma nuclear. As conversas estão paralisadas desde a eleição do novo presidente iraniano, em junho.

O acordo concluído entre Irã de um lado e Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, França e Alemanha do outro permitiu suspender uma parte das sanções internacionais contra Teerã, em troca de uma redução drástica de seu programa nuclear, sob um controle rigoroso da ONU.

Impacientes, os americanos alertaram novamente que estão dispostos a "tomar outras medidas" se as negociações para salvar o acordo nuclear fracassarem.

A "porta" da diplomacia "não continuará aberta eternamente", alertou o enviado americano para o Irã, Rob Malley.

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