Protesto contra menino morto por bala perdida para trânsito na Transcarioca

Uma manifestação próximo ao Morro do Cajueiro, na zona norte do Rio, em protesto pela morte do menino Ryan Gabriel, de 4 anos, vítima de bala perdida, interrompeu o trânsito nos dois sentidos da Avenida Ministro Edgard Romero, na altura da Rua Leopoldino de Oliveira, no corredor Transcarioca do BRT (Transporte Rápido por Ônibus).

Policiais Militares estão no local para acompanhar os manifestantes. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio equipes da CET-Rio orientam os motoristas e fazem o desvio, no sentido Vaz Lobo, também na zona norte, pela Rua Oliva Maia.

Durante a manifestação foram queimados dois ônibus, um deles do sistema BRT. Durante o protesto, a Estação do BRT Otaviano foi destruida e a Estação do BRT Vila Queiroz foi incendiada. Segundo o consórcio que administra o sistema, o trânsito foi interrompido por volta das 13h.

O consórcio acrescentou que, por causa da falta de condições de segurança na região da Estação Madureira/Manaceia, os serviços do corredor Transcarioca entre as estações Madureira/Manaceia e Galeão estão temporariamente interrompidos. Com isso, as linhas Galeão /Alvorada (semidireto) Fundão/Madureira (parador) e Fundão/ Alvorada (expresso) estão inativos.

Ryan Gabriel, de 4 anos, morreu hoje (28), pela manhã, no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio. O menino foi atingido no peito durante uma troca de tiros entre traficantes. Ele estava brincando em frente a casa dos avós, onde tinha ido passar o domingo de Páscoa.

A Polícia Militar disse que, na tarde de ontem (27), o comando do 9º Batalhão da Polícia Militar (Rocha Miranda) foi notificado de que uma criança e uma adolescente tinham sido baleadas próximo à localidade conhecida como Cajueiro. Logo depois, policiais que foram para o local encaminharam as vítimas para atendimento médico. A PM informou ainda que "o batalhão não realizava operação no momento nem tinha sido acionado em razão de um tiroteio".

A mãe do menino, Taiane Pereira, de 20 anos, ao ser informada da morte do filho teve que ser amparada por parentes. "Minha vida acabou", disse.

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