Professores estaduais do Rio decidem manter greve

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Os professores da rede estadual de educação do Rio de Janeiro decidiram hoje (24) em assembleia geral manter a greve da categoria, que já dura quase três meses. Eles reivindicam reposição salarial de 30%, retorno do calendário de pagamento no segundo dia útil do mês para aposentados e ativos, fim do parcelamento de salários, entre outras demandas.

De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), cerca de duas mil pessoas participaram da assembleia, na Quadra da São Clemente, na Cidade Nova. Após a votação, centenas de professores caminharam até a sede da Secretaria Estadual de Educação do Rio (Seeduc), em Santo Cristo, no centro, onde fazem ato esta tarde.

Segundo uma das diretoras do Sepe, Rose Cipriano, a greve tem 70% de adesão. "O governo não vem se esforçando para cumprir a pauta de reivindicações da categoria. A proposta do governo é zero por cento de aumento para uma categoria que está desde 2014 sem ajuste".

O sindicato aguarda nova audiência com secretário estadual de Educação, Wagner Victer, ainda nesta semana. A reportagem procurou a Seeduc sobre a continuidade da greve, mas o órgão ainda não se manifestou.

Além da greve, iniciada em 2 de março, mais de 60 escolas estaduais estão ocupadas por estudantes segundo a secretaria.

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