Estiagem reduz abastecimento de água no interior fluminense

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Quatorze municípios do interior fluminense tiveram o fornecimento de água reduzido em setembro pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), devido à estiagem que assola o estado do Rio de Janeiro, nos últimos meses.

Os municípios de Gonçalo, Miracema, Angra dos Reis, Paty do Alferes, Cantagalo, Cordeiro, Duas Barras, Teresópolis, Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, Varre-Sai, Maricá, Magé tiveram o consumo reduzido "de forma racional" para contribuir com o melhor abastecimento, segundo a Cedae.

Procurada pela Agência Brasil, a Cedae informou, por meio de nota, que vem trabalhando para diminuir os impactos da estiagem com "manobras operacionais e ações de informação à população". A companhia destacou que é fundamental neste momento a "conscientização das pessoas para o uso da água e, principalmente, evitar o desperdício".

A empresa recomendou que as pessoas, ao escovar os dentes, fazer a barba e lavar a louça, não deixem a torneira aberta o tempo todo; que ao lavar roupa, na hora de esfregar, fechem a torneira do tanque e só abram de novo na hora de enxaguar.

Outra dica é molhar as plantas com regador; usar o balde para lavar o carro e não a mangueira de água; usar pano úmido para a limpeza da casa.

Outras providências incluem acionar a descarga no máximo por cinco segundos; utilizar a descarga com válvula para líquido e sólido; além de controlar o tempo de permanência no banho, limpar quintais e calçadas com vassouras ou reutilizar a água da máquina de lavar.

Chuvas

A meteorologista Marlene Leal, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), disse hoje (28) à Agência Brasil que, embora esteja ocorrendo uma situação de instabilidade sobre o Sul do país até São Paulo, a frente fria e as chuvas não devem chegar ao estado do Rio de Janeiro.

"Pode ocorrer uma área de instabilidade a partir de amanhã (29) no sul do estado e região serrana, com alguma instabilidade no decorrer do sábado (30), com pouca chuva e com ventos".

Marlene descartou que podem ocorrer grandes chuvas no estado para reverter a situação de estiagem. "O que tem para chover não é nada que melhore essa situação. Por enquanto, não". A meteorologista destacou que choveu muito pouco no mês até agora.

O último registro foi no dia 1º de setembro. Além disso, as chuvas, que normalmente ocorrem quando há transição de estação, estão com certo atraso e só devem começar a aparecer nos primeiros dez a quinze dias de outubro.

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