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Investigações sobre pagamento de propina da SBM apontaram 6 suspeitos, diz Hage

Renato Costa/Folhapress
Em audiência na CPI da Petrobras, o ex-ministro da CGU (Controladoria Geral da União) Jorge Hage disse que as investigações sobre o pagamento de propina da SBM Offshore a funcionários da Petrobras apontou até o momento o envolvimento de seis pessoas. Entre os envolvidos estão os ex-diretores Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, todos alvos da operação Lava Jato Imagem: Renato Costa/Folhapress

De Brasília

2015-07-07T11:07:00

07/07/2015 11h07

Em audiência na manhã desta terça-feira (7) na CPI da Petrobras, o ex-ministro da CGU (Controladoria Geral da União) Jorge Hage disse que as investigações sobre o pagamento de propina da SBM Offshore a funcionários da Petrobras apontou até o momento o envolvimento de seis pessoas. Entre os envolvidos estão os ex-diretores Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, todos alvos da operação Lava Jato.

Segundo Hage, as investigações indicaram enriquecimento ilícito, transações imobiliárias suspeitas, emprego de parentes de funcionários da Petrobras em empresas ligadas à SBM, viagens suspeitas para Holanda e vazamento de informações confidenciais sobre a estatal à SBM. Hage disse que a senha de Zelada teria sido usada para o compartilhamento dessas informações à empresa holandesa. Zelada foi preso na semana passada pela Polícia Federal.

Ouvido na condição de testemunha, o ex-ministro disse que todos os canais de investigação foram abertos para apurar as denúncias e que as autoridades holandesas se negaram a cooperar. "A cooperação internacional não veio até hoje", disse. Ao total, 24 pessoas foram investigadas e 13 processos punitivos foram instaurados contra funcionários da estatal brasileira.

Ele lembrou que a durante as investigações, a Petrobras se adiantou e decidiu barrar a SBM de participar das licitações.

Hage também negou que as investigações só tenham começado em novembro do ano passado e informou que os trabalhos se iniciaram em fevereiro de 2014. Ele negou que houvesse interesse político em esconder as investigações. "Não é verdade que a CGU tenha protelado o caso", ressaltou.

De acordo com Hage, as declarações de Jonathan Taylor, ex-funcionário da SBM, não acrescentavam nenhum dado relevante nas apurações da sindicância. O ex-ministro lembrou que Taylor foi acusado de tentar extorquir a SBM.

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