Alckmin congela R$ 6,9 bilhões do orçamento do Estado

  • Marco Ambrosio/FramePhoto/Estadão Conteúdo

São Paulo - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na sexta-feira (15) o congelamento de R$ 6,9 bilhões do Orçamento do Estado de São Paulo referente ao ano de 2016. A decisão de bloquear os recursos foi motivada pela crise econômica que afeta o país e também pela queda de arrecadação de impostos.

O congelamento corresponde a 3,3% do total previsto na peça orçamentária deste ano, cujo valor é de R$ 207,4 bilhões. As informações sobre o congelamento do Orçamento foram divulgadas pelo jornal "Folha de S. Paulo" e publicadas ontem no Diário Oficial.

O valor congelado anunciado pelo governo paulista neste ano é um pouco maior do que o contingenciamento anunciado no ano passado, cujo montante era da ordem de R$ 6,6 bilhões.

O secretário estadual de Planejamento, Marcos Monteiro, disse que o congelamento também vai atingir os investimentos do governo paulista --a previsão, segundo ele, é que o bloqueio seja da ordem de R$ 1,99 bilhão.

No ano passado, o governo Geraldo Alckmin contingenciou R$ 1,88 bilhão na área de investimentos.

Arrecadação

Monteiro afirmou que 2015 foi um ano "horroroso" para o governo de São Paulo em termos de arrecadação de impostos. O secretário de Planejamento disse que houve uma queda de R$ 6,8 bilhões no recolhimento dos tributos.

Para 2016, Monteiro também informou que a previsão ainda é de queda --de acordo com o secretário, de cerca de R$ 4,3 bilhões.

"Foi horroroso (o ano de 2015). Como foi no país inteiro", disse o secretário. Monteiro afirmou que 72% do que o Estado recebe é pelo recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O governo também vai realizar o congelamento de 25% em custeios de quase todas as secretarias da administração estadual, exceto os das pastas de Educação, Segurança Pública e Desenvolvimento Social, nas quais a suspensão será de 10%.

Esse mesmo índice será utilizado para o congelamento do montante destinado às universidades estaduais (USP, Unicamp e Unesp), à Fundação Casa e à Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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