Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

E-mail de sindicato de SC prometia R$ 300 a manifestantes antigolpe

Em Florianópolis

  • Eduardo Valente / Framephoto / Estadão Conteúdo

    "Dia Nacional de Mobilização Social", organizado por movimentos sociais e centrais sindicais, também se faz presente no centro de Florianópolis

    "Dia Nacional de Mobilização Social", organizado por movimentos sociais e centrais sindicais, também se faz presente no centro de Florianópolis

O sindicato dos educadores de Santa Catarina ofereceu ônibus de ida e volta a Brasília e R$ 300 para quem se manifestasse a favor do PT nos protestos do dia 31 de março. O e-mail foi encaminhado no dia 10 de março para todas as coordenações regionais. Uma semana depois, foi publicado na fanpage do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Ensino do Estado de Santa Catarina).

O texto dizia "O Sinte-SC irá enviar dois ônibus, um com saída em Florianópolis, outro com saída em Maravilha, e as pessoas interessadas deverão encaminhar nome, RG e a cidade do embarque até o dia 18/3, para que possamos fazer os devidos encaminhamentos. Será concedida uma ajuda de custo para alimentação dos participantes, no valor de R$ 300 e as despesas com o deslocamento até o local de embarque serão por contas das Coordenações Regionais".

A diretoria do Sinte-SC explicou que a convocação realmente ocorreu, mas que foi uma espécie de golpe interno, organizado por um grupo de opositores da própria executiva do sindicato para manchar a imagem das manifestações, que no caso do sindicato tinham outras pautas, além do apoio à presidente Dilma Rousseff.

O sindicato também afirmou que não teria verbas para custear tantas pessoas. Em nota oficial foi publicado "Em função da polêmica estabelecida, o SINTE/SC está suspendendo a ida dos ônibus a Brasília".

MTST

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) estimava levar mais de 7.000 pessoas de vários Estados ao ato contra o impeachment em Brasília. Aproximadamente a metade deles saiu de São Paulo.

Segundo Guilherme Boulos, coordenador do MTST, o transporte dos militantes é rateado entre as entidades que compõem a Frente Povo Sem medo, da qual o movimento faz parte. "Estamos vindo com mais de 7.000 pessoas de todo o Brasil. O foco do debate está aqui. O Congresso Nacional está aqui, o governo está aqui", disse Boulos.

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