Banco panamenho investigado pela Lava Jato nega parceria com Mossack

Em São Paulo

  • Reinhard Krause/Reuters

O FPB Bank, do Panamá, publicou na imprensa comunicado em que esclarece sua atuação com clientes estrangeiros e se defende de investigações da 32ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Caça-Fantasmas e deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (7).

A instituição financeira defende que opera no mercado panamenho desde 2005 sob autorização da Superintendência de Bancos do Panamá e, há quatro anos, recebeu licença geral, que permite o atendimento a clientes locais e estrangeiros. "O FPB Bank Inc possui clientes de 33 nacionalidades, incluindo brasileiros, mas, diferentemente do que foi publicado, não opera, nem nunca operou no Brasil", descreve a empresa, na publicação.

O FPB Bank alega que foi "equivocadamente mencionado como ligado a pessoas envolvidas na investigação da Lava Jato". O banco esclarece que não tem vínculo com os fatos investigados pela operação nem possui qualquer dos investigados em sua relação de clientes.

Sobre a suposta parceria com o escritório também panamenho Mossack & Fonseca, segundo as investigações da Polícia Federal, o FPB Bank alega na publicação que "não é cliente ou o intermediário do escritório de advocacia Mossack & Fonseca, nem o Mossack & Fonseca tem qualquer autorização para representar o banco no Brasil".

De acordo com o FPB Bank, em 2014 foi exigido aos clientes a adequação das sociedades titulares de contas, incluindo a troca de ações ao portador por ações nominativas, com o objetivo de trazer mais transparência ao mercado bancário panamenho. Para cumprir essa exigência, o FPB Bank apoiou os clientes na obtenção de contratos e/ou propostas de serviços de vários escritórios e que alguns clientes usaram o Mossack & Fonseca. "A escolha feita pelos clientes levou as autoridades brasileiras a considerarem, equivocadamente, a possibilidade de algum tipo de associação entre o Mossack & Fonseca e FPB Bank, tendo como consequência a publicação de reportagens envolvendo o banco na operação Lava Jato. Como dito acima, este vínculo não existe", esclarece o banco, na publicação.

O banco do Panamá lembra que executa processo de due diligence dos titulares de contas, independente de quem sejam os advogados, auditores ou agentes, e que o cumprimento das normas é fiscalizado pelos órgãos reguladores e também por consultores e auditores externos de primeira linha. "O FPB Bank reforça que está permanentemente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários".

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