Química tem a prova mais difícil na Fuvest

São Paulo - Crise dos refugiados, problemas ambientais e ditadura militar foram alguns dos temas cobrados nas questões da primeira fase da Fuvest, realizada na tarde de ontem por cerca de 136 mil candidatos habilitados. A prova de Química foi considerada a mais difícil para alunos e professores ouvidos pelo Estado. Já as áreas de Humanas tiveram mais texto e exigiram mais atenção.

"A prova estava um tanto complicada, o nível é elevado. Mas química foi a mais elaborada e também mais difícil", disse ao sair da sala Mariana Melo, de 17 anos, sobre as 90 questões de múltipla escolha aplicadas neste domingo, 27. Ela presta Fuvest pela primeira vez e tenta uma vaga no curso de Psicologia. "Não achei a prova difícil. Só as questões de química estavam quase impossíveis de responder", concorda a treineira Alana Caparroz, de 16 anos. "Espero no ano que vem estar pronta para entrar na universidade", completou.

O professor de Química do Cursinho da Poli Fábio Bueno diz que o aluno levou mais que o dobro do tempo para resolver os itens dessa disciplina. "Foi a prova mais difícil de Exatas. Geralmente há equilíbrio entre questões conceituais ou analíticas que usam cálculos. Este ano houve um exagero dentro dos cálculos das analíticas", disse.

As questões de Humanas foram consideradas trabalhosas, pelo tamanho dos textos. "Parecia um pouco pegadinha, porque você lia o texto e o que a questão pedia não estava necessariamente relacionado ao que estava naquele trecho", diz Gabriel Lourenço, de 21 anos, que tenta uma vaga no curso de Farmácia-Bioquímica.

"Deu mais trabalho. Havia muitos textos, tabelas e imagens. É uma prova muito boa no conjunto, mas neste ano em particular, por causa dos textos maiores, os alunos tiveram mais dificuldade em humanas", disse o coordenador do cursinho Etapa Marcelo Dias.

Atualidades.

A prova trouxe como temas a crise dos refugiados, com a emblemática foto do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos, encontrado morto no ano passado em uma praia da Turquia após se afogar durante a tentativa de travessia para a Grécia. Também cobrou questões de meio ambiente, como a despoluição da Baía de Guanabara, desmatamento na Amazônia e o acordo climático de Paris.

Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, acredita que a prova teve "um pé maior na atualidade" neste ano, ao mesclar temas clássicos com o noticiário recente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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